A agenda presidencial deste início de semana atrai para o Brasil uma vasta atenção internacional muito além das eleições presidenciais pelo tamanho e significado de Lula na ONU nesta terça-feira, ele que interrompeu a campanha eleitoral, porque são vários fatores em evidência em face fo papel do Brasil nas relações com o Mundo.
Ser líder na América Latina diante da performance particular do presidente como grande liderança nas relações internacionais, sobretudo a condição especial jogada no BRICS, daí a busca de interferência de Trump no futuro do Brasil a merecer pronta rechaça de Lula.
JÁ EM NY
Na verdade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já está em Nova York para participar da 81ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), cujo principal objetivo diplomático e político do governo brasileiro na ONU e em fóruns do G20 é criar barreiras contra eventuais tentativas de interferência externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no processo eleitoral brasileiro de outubro.
O fato é que a preocupação aumentou após alertas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre riscos críticos de pressão e influência americana no pleito.
Pelo que circula nos bastidores, a estratégia do governo brasileiro está estruturada em três frentes principais:
Discurso de Abertura na ONU focado em Soberania
Pelo que se observa nos bastidores, na abertura do debate geral na ONU, tradicionalmente iniciada pelo Brasil, Lula fará uma defesa contundente do multilateralismo, da não interferência estrangeira em assuntos internos e da soberania nacional.
O tom ao que parece é planejado como um recado direto a Trump e uma forma de sinalizar aos eleitores brasileiros o foco na autodeterminação.
Tentativa de Encontro com Donald Trump
Como os discursos de ambos serão consecutivos na Assembleia-Geral, o Palácio do Planalto trabalha com a forte possibilidade de um encontro informal nos bastidores. A dados de agora ainda não há segurança de que isso se efetive.
Lula afirmou publicamente que pretende conversar com Trump e dizer explicitamente para ele “não se meter nas eleições do Brasil”, além de entregar dados sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas e a lisura do processo democrático brasileiro.
Ofensiva Comercial e Diplomática via G20
Além do fórum das Nações Unidas, consta que o governo brasileiro acionou frentes no G20 para conter medidas unilaterais e pressões econômicas de Washington.
O “Tarifaço” de Trump – Sobre esse assunto, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e uma comitiva econômica viajam a Milwaukee para uma reunião de ministros do Comércio do G20 com o objetivo de renegociar as tarifas de até 25% impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros.
Reforma do Sistema Multilateral – Em paralelo, o Brasil lançou, em conjunto com países como Quênia, Canadá e membros da Europa, uma iniciativa formal de cooperação para propor reformas nas instituições multilaterais globais antes da cúpula principal.
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