Por Aluísio Sampaio*
Com muita honra e alegria, estreio no Portal Revista NORDESTE, um dos mais importantes e renomados veículos de comunicação da Região Nordeste e do Brasil. Há 20 anos, o portal aborda, com competência, credibilidade e compromisso, o dinamismo da região em seus mais diversos aspectos.
É nesse espaço que passo a assinar a coluna mensal “Empreendedorismo e Desenvolvimento”, publicada sempre na primeira sexta-feira de cada mês. Nesta edição de estreia, apresento a Compota do Vale, um empreendimento inovador que produz compotas de frutas em calda de espumante.
Criado em 2021, durante a pandemia de COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, o pequeno negócio nasceu da iniciativa da jovem empreendedora Andressa Lessa. Em meio às incertezas daquele período, ela identificou no empreendedorismo uma oportunidade para transformar uma ideia em negócio, conduzindo o empreendimento com coragem, determinação e otimismo.

A Compota do Vale está localizada na cidade pernambucana de Petrolina, na extremidade sudoeste do estado, integrante da Região do Sertão do São Francisco e distante 713 km da capital, Recife. O município é reconhecido nacional e internacionalmente pela produção e exportação de frutas irrigadas pelas águas do Rio São Francisco, destacando-se especialmente pela manga e pela uva.
De acordo com o ranking “Melhores Cidades para Fazer Negócios”, elaborado em 2025 pela Consultoria Urban Systems e publicado pela Revista Exame, Petrolina foi considerada a melhor cidade do Brasil para fazer negócios no setor do agronegócio.
Com o propósito de valorizar e proporcionar as riquezas e os sabores típicos da região, o empreendimento produz compotas de Manga, Pitaya, Abacaxi e Kiwi, combinadas com calda de espumante por meio de um processo artesanal, criterioso e sem adição de conservantes.
As compotas são acondicionadas em embalagens de vidro lacradas, com peso líquido de 200g, garantindo qualidade, segurança e preservação das características sensoriais do produto.
As matérias-primas utilizadas na produção das compotas são adquiridas em fazendas de fruticultura e vinícolas da região, fortalecendo a cadeia produtiva local e incentivando a economia regional.
As compotas são comercializadas no local de produção, em estabelecimentos comerciais e em feiras de Petrolina. A expectativa da empreendedora é ampliar sua atuação e conquistar novos mercados, especialmente nas capitais do Nordeste.
Sustentabilidade
Vale destacar que a Compota do Vale está alinhada a diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), entre eles o ODS 5 – Igualdade de Gênero, em razão do protagonismo feminino na liderança do negócio; o ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico, ao fortalecer o empreendedorismo e a economia local; o ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura, pela agregação de valor à produção regional; e o ODS 12 – Consumo e Produção Responsáveis, por adotar um processo artesanal e sem adição de conservantes.
E esta é a história da Compota do Vale, um empreendimento sertanejo pernambucano que, mais do que conquistar consumidores com produtos de qualidade e sabor diferenciado, agrega valor à fruticultura da Região do Sertão do São Francisco, fortalece a economia regional e evidencia que empreender também é transformar potencialidades locais em oportunidades de desenvolvimento sustentável.

