Focus reduz projeção para Selic e PIB e eleva estimativa de inflação em 2026

Mercado passa a projetar taxa básica de juros de 13,50% ao fim do ano, enquanto IPCA sobe para 4,92% e crescimento da economia recua para 1,88%

 

O mercado financeiro reduziu a projeção para a taxa básica de juros e para o crescimento da economia brasileira em 2026, mas elevou novamente a estimativa para a inflação. As novas projeções estão no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (21) pelo Banco Central.

A mediana das expectativas para a Selic no fim de 2026 caiu de 13,75% para 13,50% ao ano. A revisão ocorre poucos dias depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a taxa básica em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. O mercado passou a incorporar, portanto, uma taxa 0,25 ponto menor até o fim de dezembro.

Na outra ponta, a previsão para o IPCA subiu de 4,90% para 4,92%. A estimativa permanece acima do teto de 4,50% do intervalo de tolerância da meta de inflação, que tem centro em 3%. Para 2027, a projeção ficou em 4,30%, enquanto para 2028 permaneceu em 3,80%.

O cenário para a atividade econômica também ficou um pouco mais fraco. A expectativa de crescimento do PIB em 2026 recuou de 1,89% para 1,88%, na segunda redução consecutiva. Para 2027, a projeção caiu de 1,45% para 1,43%.

Já a expectativa para o câmbio permaneceu estável. O mercado continua projetando o dólar a R$ 5,20 no fim de 2026 e a R$ 5,28 no encerramento de 2027.

O Focus reúne semanalmente as expectativas de instituições financeiras e outros agentes do mercado para os principais indicadores da economia brasileira. A próxima referência importante para a política monetária será a ata da última reunião do Copom, prevista para esta terça-feira (22). Na sexta-feira (25), o IBGE divulga o IPCA-15 de setembro, considerado uma prévia da inflação oficial.

O novo boletim, portanto, registra um mercado que passou a enxergar juros um pouco menores até o fim do ano, ao mesmo tempo em que revisou para cima a inflação e para baixo o ritmo de crescimento da economia.

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Luciana Leão

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