O Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) já destinou cerca de R$ 16 bilhões para projetos da área de atuação da Superintendência de do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) desde 2008. Atualmente, a carteira do Fundo reúne 86 empreendimentos em 10 estados, segundo dados apresentados no Relatório de Atividades da Secretaria Executiva do Conselho Deliberativo da autarquia.
Os projetos apoiados pelo fundo somam R$ 43,7 bilhões em investimentos, dos quais R$ 17,8 bilhões correspondem à participação do FDNE. A carteira concentra empreendimentos de setores como infraestrutura, indústria, energia e inovação.
Entre os projetos financiados estão a Ferrovia Transnordestina e a fábrica da Jeep em Pernambuco, além de empreendimentos de geração de energia solar e eólica. Dos 86 projetos que integram a carteira, 68 já tiveram os desembolsos concluídos e 18 permanecem em execução.
A participação do Fundo também tem sido direcionada à expansão das fontes renováveis no Nordeste. Os investimentos em energia solar e eólica ampliam a capacidade de geração da região e reforçam sua posição na transição para uma matriz energética de menor emissão de carbono.
Além de infraestrutura e energia, o FDNE também financia projetos ligados à indústria 4.0, saneamento, recursos hídricos, biodiversidade e bioeconomia. A estratégia busca apoiar empreendimentos de maior porte e estimular a diversificação e modernização da economia regional.
O Fundo pode financiar até 80% do valor de um projeto, dependendo do setor e da localização do empreendimento. Os prazos de pagamento chegam a 20 anos para projetos de infraestrutura e a 12 anos para os demais segmentos, incluindo o período de carência.
Novos projetos em análise
No primeiro semestre de 2026, 14 consultas prévias com demanda por recursos do FDNE foram apresentadas à Sudene. Quatro já foram aprovadas, somando R$ 676 milhões em recursos solicitados ao Fundo, enquanto uma permanecia em análise no período.
Após a aprovação da consulta prévia, os empreendedores precisam procurar um agente financeiro credenciado para as análises técnica e de risco. Com pareceres favoráveis, a Sudene pode autorizar o financiamento.
Entre janeiro e junho, o FDNE também liberou R$ 300 milhões para a Transnordestina Logística S/A. O recurso foi destinado à continuidade das obras do trecho entre Eliseu Martins (PI) e o Porto de Pecém (CE).
A ferrovia já opera parcialmente no transporte de cargas, como milho, sorgo, gesso agrícola e calcário, e o novo aporte busca contribuir para a conclusão da implantação do trecho.

