O Nordeste criou 59.356 novos postos de trabalho com carteira assinada em agosto de 2026, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, nesta terça-feira (29). O resultado considera a diferença entre desligamentos e admissões no mês.
O Nordeste foi a segunda região com maior saldo de empregos formais em agosto, atrás apenas do Sudeste, que abriu 71.167 vagas. Na sequência aparecem Norte (+13.603), Sul (+10.850) e Centro-Oeste (+8.699).
Entre os estados nordestinos, Pernambuco apresentou o maior número absoluto de vagas, com 13.428 vagas. O estado também aparece entre os três maiores saldos do país, atrás de São Paulo (+42.533) e Rio de Janeiro (+20.886).
Já a Paraíba registrou o maior crescimento relativo do emprego entre os estados do país em agosto, com alta de 1,59%. Logo em seguida estão Amapá (+1,38%) e Rio Grande do Norte (+0,92%).
Cenário nacional
No país, foram criados 165.827 empregos formais em agosto, resultado de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos. O saldo representa crescimento de 183,1% em relação a julho, quando foram abertas 58.568 vagas.
Das 27 unidades de federação, 24 apresentaram saldo positivo e três demitiram mais do que contrataram. As únicas que eliminaram empregos formais em agosto foram Rio Grande do Sul (-1.611), Rondônia (-923) e Espírito Santo (-287).
Serviços lideram geração de empregos
O setor de Serviços foi o principal criador de empregos formais no Brasil, e abriu 110.346 postos no país, seguido pela Construção (+20.848), Indústria (+16.613), Comércio (+16.565) e Agropecuária (+1.452).
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de educação, com a abertura de 25.416 postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 19.142 vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 16.819 postos.
Na construção civil, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para construção, que abriu 8.415 empregos formais. Em segundo, vêm as obras de infraestrutura, com 7.396 postos.
Na indústria, o maior gerador de empregos foi a fabricação de produtos alimentícios, com 10.171 vagas, seguida por fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+3.311) e fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+2.845).
Emprego cresce 2,4% em 2026
De janeiro a agosto, o Brasil acumulou 1.134.033 novos postos de trabalho formais, com crescimento de 2,41% no estoque de empregos. O resultado representa uma queda de 25,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando haviam sido criadas 1.516.881 vagas.
No acumulado do ano, todos os grandes setores registraram crescimento. Serviços lidera, com 697.859 postos e alta de 3,05%, seguido pela Construção, com 200.431 vagas (+6,79%), e pela Indústria, com 170.442 (+1,90%).
Nos últimos 12 meses, entre setembro de 2025 e agosto de 2026, o emprego formal cresceu 887.708 postos, alta de 1,87%.
Os estados com maior saldo no acumulado do ano foram São Paulo (+306.883), Minas Gerais (+123.176) e Rio de Janeiro (+77.670). Em termos relativos, as maiores variações foram registradas no Amapá (+6,30%), Piauí (+4,27%) e Acre (+4,09%).
Salário de admissão fica praticamente estável
O salário médio real de admissão em agosto foi de R$ 2.410,74. O valor ficou praticamente estável em relação a julho, quando alcançou R$ 2.411,48, com redução de R$ 0,74.
Na comparação com agosto de 2025, porém, houve aumento de 1,02%, equivalente a R$ 24,31.

