No Dia do Economista, a trajetória de Edivaldo Teixeira de Carvalho, por Paulo Galvão Júnior

Professor aposentado da UFPB, economista e ex-dirigente do sistema de conselhos da categoria construiu uma carreira marcada pelo ensino, planejamento e gestão pública

Por Paulo Galvão Júnior, coluna Papo de Economia

O Dia do Economista, celebrado nesta quinta-feira (13), é uma oportunidade para lembrar trajetórias que ajudaram a construir a profissão e o pensamento econômico no país. Na Paraíba, uma dessas histórias é a do professor Edivaldo Teixeira de Carvalho, que há mais de cinco décadas atua em diferentes frentes da economia, do ensino e da administração pública.

Nascido em João Pessoa, em 25 de abril de 1940, Edivaldo graduou-se em Ciências Econômicas pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em 1968. Dois anos depois, ingressou na universidade como professor, iniciando uma longa trajetória acadêmica no Departamento de Economia do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA).

Ao longo da carreira, também se dedicou ao planejamento e à gestão pública. Em 1970, fez pós-graduação em Planejamento e Projetos do Setor Público no IPEA/CENDEC, no Rio de Janeiro, e, em 1972, participou de curso de formação de instrutores na University of Connecticut, nos Estados Unidos.

Na Paraíba, ocupou funções ligadas ao planejamento e à administração pública, entre elas a Coordenação Geral da Programação Orçamentária do Estado, em 1976; a coordenação do programa de Desenvolvimento Comunitário da Secretaria de Planejamento, vinculado à Sudene, em 1977; e a presidência da Companhia de Processamento de Dados da Paraíba (CODATA), entre 1978 e 1979.

Na UFPB, foi pró-reitor de Planejamento entre 1980 e 1984. Também exerceu os cargos de secretário-adjunto de Planejamento e Programação do Estado e diretor econômico-financeiro da então SAELPA, atual Energisa. Em 1988, assumiu a Secretaria de Controle Interno da Assembleia Legislativa da Paraíba, onde participou dos trabalhos relacionados à elaboração da Constituição estadual, promulgada em 1989.

Atuação na profissão

A trajetória de Edivaldo também se estendeu à representação dos economistas. Ele presidiu o Conselho Regional de Economia da Paraíba (CORECON-PB) entre 2002 e 2003 e integrou o Conselho Federal de Economia (COFECON) como conselheiro federal. Em 2008 e 2009, ocupou a vice-presidência do órgão.

Nesse período, participou de iniciativas voltadas à modernização do Sistema COFECON/CORECONs e à estruturação da representação profissional dos economistas. Também presidiu o Sindicato dos Economistas do Estado da Paraíba e integrou a direção regional da Federação Nacional dos Economistas (FENECON).

Sua atuação institucional o levou ainda a participar de missões internacionais de economistas brasileiros e de encontros sobre economia e desenvolvimento em diferentes países.

Em 2009, esteve entre os idealizadores da Revista Economistas, publicação do COFECON destinada a divulgar as atividades do sistema de conselhos e a produção de economistas brasileiros. No mesmo período, participou de iniciativas relacionadas à modernização tecnológica dos conselhos regionais e à criação do CORECON de Roraima.

O professor

Na universidade, a marca mais duradoura de Edivaldo está na formação de economistas. Como professor do Departamento de Economia da UFPB, acompanhou diferentes gerações de estudantes que posteriormente seguiram carreiras na administração pública, na iniciativa privada, nas universidades e nas entidades representativas da categoria.

Aposentado como Professor Titular da UFPB, em 1996, manteve na trajetória profissional a ligação com a economia e com a formação acadêmica. Ao longo dos anos, recebeu distinções por sua atuação, entre elas o título de Cidadão Benemérito de João Pessoa e a Medalha Vidal de Negreiros, concedida pelo Governo da Paraíba.

Mais recentemente, em 2025, foi reconhecido como Economista Destaque do Prêmio Bruno Covas Destaques do Ano, na categoria Economia e Desenvolvimento, em cerimônia realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo.

A trajetória de Edivaldo Teixeira de Carvalho atravessa diferentes períodos da economia paraibana e brasileira. Do ensino ao planejamento governamental, passando pela gestão pública e pela representação profissional, sua carreira revela uma compreensão ampla do papel do economista.

A profissão também envolve interpretar a realidade econômica, contribuir para o planejamento e participar da formulação de políticas capazes de produzir efeitos concretos sobre a sociedade.

É nesse sentido que a história de Edivaldo se insere na celebração do Dia do Economista: como parte da memória de uma profissão que, na Paraíba, também foi construída por professores, gestores públicos e dirigentes que ajudaram a formar novas gerações e a fortalecer as instituições ligadas à economia.

Curta e compartilhe:

Redacao RNE

Leia mais →

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *