OPINIÃO DE WS – O Futuro da América Latina depende da eleição de Lula no Brasil no próximo domingo. Saiba porque!

O Brasil não é apenas mais um país da América Latina. É o coração político, econômico e ambiental do continente. Quando o Brasil vira à direita e se isola, toda a região vira refém do neoliberalismo, do extrativismo e da subordinação aos Estados Unidos. Quando o Brasil retoma um projeto popular e soberano com Lula, a América Latina volta a ter chance de integração, justiça social e futuro próprio.

Por isso, a eleição de 2026 no Brasil não é só sobre o Brasil. É sobre se a América Latina vai ser um bloco soberano ou um quintal dividido.

Em tese, elencamos o que traduzimos como pautas básicas a defender nessa eleição são:

A reativação da integração latino-americana

Defender a volta e o fortalecimento da Unasul, da Celac e de um Mercosul social e produtivo, não apenas comercial é prioridade inadiável.

Só com Lula o Brasil volta a ser o articulador da unidade continental, criando um contrapeso real ao domínio norte-americano e europeu, com moeda comum para comércio, Banco do Sul e conselhos de saúde, educação e defesa.

Soberania, reindustrialização e combate à fome

Defender o projeto que tirou o Brasil do Mapa da Fome, com Bolsa Família, valorização real do salário mínimo, fortalecimento do SUS e da educação pública, e reindustrialização nacional é fato estratégico fundamental.

Uma América Latina que produz o que consome, que gera emprego de qualidade, não pode depender de um Brasil que volta a ser fazendão exportador e desindustrializado.

Terras Raras como tema fundamental

Eis um assunto estratégico e de importância fundamental ao futuro do País. Terras raras são 17 elementos essenciais para bateria, chip, celular, carro elétrico, turbina eólica e equipamento de defesa. O Brasil tem a segunda maior reserva do mundo, mas até agora só tem 1 mina em operação contínua.

Consta nos anais que em  16 de setembro, no Planalto, Lula sancionou o PL 2.780/2024, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e Terras Raras – PNMCE. O texto, aprovado no Senado em 2 de setembro, estabelece regras de exploração desses materiais para promover desenvolvimento econômico no país.

Entre os objetivos estão desenvolver a cadeia produtiva, agregar valor em território nacional e garantir soberania. A lei cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e também prevê mecanismos para estimular a industrialização e até barrar vendas de mineradoras. 

Detalhe: Amazônia e clima como centro da política externa

Defender que não há futuro para a América Latina sem a defesa da Amazônia e do meio ambiente sob comando do Brasil. O candidato à reeleição colocou o clima no centro da geopolítica mundial, atraindo financiamento, ciência e proteção dos povos originários contra o garimpo e o desmatamento.

A direita entrega a floresta ao agronegócio predatório. A eleição de Lula é defender que a transição energética justa seja feita aqui, com tecnologia nossa.

Resumo: Democracia contra o autoritarismo continental

Na realidade contemporânea, a opção pelo projeto em torno de Lula significa defender a democracia.  Sua eleição  é a barreira mais forte contra o avanço da extrema-direita autoritária na região, que tenta voltar na Argentina, no Equador, no Brasil.

Defender as instituições, o voto eletrônico, a liberdade de imprensa popular e comunitária, e a punição a golpistas é defender a estabilidade democrática de toda a América Latina.

Multilateralismo: uma política externa altiva e ativa e os BRICS

Defender um Brasil líder dos BRICS, que negocia de igual para igual com EUA, China e União Europeia, que defende a paz na Ucrânia e na Palestina, a reforma da ONU e do dólar como moeda única.

Sem Lula, o Brasil volta a ser um pária submisso. Com Lula, o Brasil puxa a América Latina para o centro das decisões globais e traz investimentos reais para infraestrutura continental.

Em síntese, defender a eleição de Lula é defender um projeto de pátria grande latino-americana. Não é só uma eleição presidencial, é a escolha entre um continente integrado e soberano ou um continente fragmentado, desigual e dependente.

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“O olho que existe / é o que vê”

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Walter Santos

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