Eleições 2026: Líderes do PT e PL já articulam alianças para o segundo turno, por José Natal

Com as chances de irem ao segundo turno das eleições presidenciais deste ano de 2026 praticamente reduzidas a zero, Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), com certeza, serão os primeiros a serem insistentemente cortejados, de alguma forma, pelas correntes favoráveis a Flávio Bolsonaro e Lula da Silva, até agora, segundo pesquisas, os dois adversários garantidos nas urnas no segundo turno desse embate que promete ser bem acirrado.

Os demais candidatos (são 14 ao todo) também serão procurados, mas, devido às circunstâncias óbvias, não com tanta intensidade. Nada demais nesse procedimento, tradição política.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, temos hoje no Brasil 158,7 milhões de eleitores habilitados a votar. Nem todos irão às urnas, por variados motivos. Segundo o cientista político Jairo Nicolau, da Fundação Getúlio Vargas, cerca de 17 milhões de pessoas se enquadram nessa camada do voto facultativo. Alguns pela falta da obrigatoriedade devido à idade (70 anos), abstenções etc.

Nicolau, que pesquisa o assunto, acredita que a motivação do brasileiro pelo voto cai ano após ano. As pesquisas, de quase todos os institutos, até os dias de hoje, apontam Lula e Flávio, dentro da chamada margem de erro, empatados, com oscilação frequente, com o petista à frente na maioria das vezes.

O cenário para Lula, se comparado às últimas três eleições, nunca esteve tão preocupante. Situação, sabidamente, já admitida por veteranos nessas disputas, que colocam nessa balança uma série de fatores negativos, explicados com alguma dificuldade pelos parceiros e aliados.

Por sua vez, Flávio Bolsonaro, político cujo histórico já o colocou na campanha tendo que explicar, a cada dia, alguma insinuação diferente, alcança índices de aprovação popular quase na mesma proporção em que um dia o pai (Jair Bolsonaro) alcançou.

Aliás, que se faça justiça, Flávio chegou onde está apenas e unicamente graças à bênção do capitão que o indicou. Nunca por mérito, por competência jamais.

Nesse cenário, e diante das evidências que se avizinham, tudo indica que o eleitor consciente, e aquele nem tanto apegado às maracutaias do mundo político, terá como tarefa uma escolha basicamente determinada pela admiração pessoal, crença e aceitação pelo que o candidato que sempre a ele despertou alguma forma de simpatia, ou algo parecido.

A hipótese de que haja uma vitória ainda no primeiro turno, por um dos candidatos, é bastante remota, não impossível.

Para os líderes dos partidos favoritos (PT e PL), o que melhor vem sendo trabalhado visa à disputa de um segundo turno, onde as possíveis alianças talvez sejam fator decisivo para o esperado pódio e faixa de campeão.

Nesse particular, algumas hipóteses hoje pensadas, por certo, serão confirmadas. Sem nenhum entusiasmo, e talvez com mau humor, Ronaldo Caiado e Romeu Zema manifestarão apoio aos Bolsonaros. Sem beijos e abraços, claro.

Renan Santos e Augusto Cury, que, a exemplo dos demais, estarão na praia, vão se manifestar com timidez, sem juras de amor eterno a nenhum dos dois candidatos. Se desejarem boa sorte, a torcida já agradecerá. Vai pra galera.

José Natal
Jornalista

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