Ministro nega irregularidades no caso Master, questiona relatório da PF e afirma que investigação foi direcionada para incriminar
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou ter cometido qualquer irregularidade relacionada ao Banco Master e afirmou que a investigação aberta a partir de uma determinação de André Mendonça foi conduzida de forma ilegal e com motivação político-eleitoral.
Na defesa, Moraes também levanta a hipótese de participação de um órgão estrangeiro na produção do relatório da Polícia Federal e fala em tentativa de interferência externa nas eleições de 2026.
Em manifestação de 44 páginas enviada nesta segunda-feira (14) ao presidente do STF, Edson Fachin, Moraes sustenta que não há indícios de crime contra ele, defende a nulidade do relatórioproduzido pela PF e afirma que o caso representa uma tentativa de “vingança” ligada às condenações pela trama golpista.
O documento reúne 121 tópicos.
A resposta foi apresentada na Petição 16.704, aberta pela Presidência do Supremo, mas Moraes ressalta que suas informações tratam especificamente da Petição 16.662, que será analisada pelo Plenário em sessão extraordinária nesta terça-feira (15), às 10h.
O foco do julgamento será o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o relatório produzido pela PF e extinguir a petição.
A Pet 16.662 foi inicialmente conduzida por Mendonça e surgiu a partir de informações produzidas no âmbito das investigações sobre o Banco Master. No último sábado (12), Fachin determinou que o processo passasse para a Presidência do STF.
Logo no início da manifestação, Moraes afirma que a apuração não encontrou indícios de que tivesse conhecimento prévio da operação que levou à prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, procurado autoridades, vazado informações ou praticado atos para favorecer o empresário ou o Banco Master.

