Rupturas e oportunidades na América Latina e no Caribe, por Paulo Galvão Júnior

 

Por Paulo Francisco Monteiro Galvão Júnior (*)

Em 4 de agosto de 2026, em Santiago do Chile, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) lançou na Sala Raúl Prebisch, o relatório intitulado Rupturas y oportunidades: propuestas para que América Latina y el Caribe prospere en la nueva era geopolítica, com 414 páginas na edição em espanhol. O relatório é resultado do trabalho da Comissão da CEPAL sobre Geopolítica, Globalização e Desenvolvimento para a América Latina e o Caribe.

Como membro do Fórum Celso Furtado de Desenvolvimento da Paraíba (FCF-PB) e do Instituto de Inteligência Econômica (IIE), leitor e divulgador da obra de Celso Furtado, apresento, neste artigo, algumas reflexões e comentários de natureza socioeconômica, ambiental e geopolítica sobre essa relevante publicação da CEPAL, instituição internacional que possui uma longa tradição de interpretação estruturalista do desenvolvimento latino-americano e caribenho desde 25 de fevereiro de 1948.

O economista costarriquenho José Manuel Salazar-Xirinachs é o atual secretário-executivo da CEPAL, cargo que ocupa desde 3 de outubro de 2022. Foi ele quem convocou, em outubro de 2024, a comissão independente e de alto nível para analisar as profundas transformações da ordem mundial e formular recomendações aos países da América Latina e do Caribe.

A Comissão da CEPAL iniciou seus trabalhos em maio de 2025, na sede da CEPAL, em Santiago do Chile, e terminou em fevereiro de 2026, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. Com outra reunião presencial em outubro de 2025, na Universidade Nacional Autônoma de México (UNAM), na Cidade do México, além de várias reuniões remotas.

A Comissão da CEPAL

A Comissão da CEPAL teve como copresidentes, a ex-presidenta do Chile, Michelle Bachelet (2006-2010 e 2014-2018), e o ex-presidente da Colômbia, Iván Duque (2018-2022). O grupo reuniu 13 personalidades de alto nível, de diferentes nacionalidades e orientações políticas, entre seus integrantes estão: Michelle Bachelet (Chile); Iván Duque (Colômbia); Josep Borrell (Espanha); Qian Liu (China); Leonardo Lomelí (México); Aloizio Mercadante (Brasil); Mia Mottley (Barbados); Keith Nurse (Trinidad e Tobago); Shannon O’Neil (Estados Unidos); Lars-Hendrik Röller (Alemanha); Harsha Vardhana Singh (Índia); Vera Songwe (Camarões); e Brian Winter (Estados Unidos).

Cinco mulheres e oito homens pensaram e debateram juntos sobre as 8 rupturas e as 10 propostas para elaborar um diagnóstico para promover o desenvolvimento sustentável para a América Latina e o Caribe no mundo cada vez mais complexo.

Um mundo em constante transformação

O Sul Global foi fortemente impactado pela crise financeira internacional de 2008, pela pandemia da COVID-19, a partir de 2020, e, posteriormente, pelas repercussões econômicas e geopolíticas da Guerra na Ucrânia, dos conflitos armados no Oriente Médio, da intensificação da guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos e das mudanças climáticas.

Nesse novo cenário internacional, a ordem mundial baseada em regras, instituições multilaterais e crescente integração econômica vêm sendo progressivamente reconfigurada por uma realidade marcada pela rivalidade entre grandes potências, fragmentação geopolítica, instrumentalização das relações econômicas, protecionismo, disputas tecnológicas e enfraquecimento do multilateralismo.

É nesse contexto que a CEPAL procura identificar não apenas os riscos decorrentes das atuais rupturas, mas também as oportunidades para que a América Latina e o Caribe ampliem sua capacidade de desenvolvimento sustentável, bem como sua capacidade de atuação internacional em plena Quarta Revolução Industrial.

A ascensão da China e a transformação da economia mundial

Sempre atento aos indicadores econômicos, sociais e ambientais de qualidade para realizar reflexões críticas sobre o desenvolvimento, inicio esta análise com alguns dados apresentados no próprio relatório da CEPAL.

Entre 1990 e 2024, período de 35 anos, ocorreu uma profunda transformação na distribuição do peso econômico mundial. Segundo o documento da CEPAL, a participação do Grupo dos Sete (G7) no Produto Interno Bruto (PIB) mundial, medida pela paridade do poder de compra (PPC) em dólares internacionais, caiu de 45% para 30%. No mesmo período, a participação dos BRICS (em inglês, Brazil, Russia, India, China, and South Africa) aumentou de 23% para 42%, enquanto a participação do Sul Global passou de 42% para 61%.

A transformação mais expressiva ocorreu na China, cuja participação no PIB mundial, medida pela PPC, aumentou de 4% para 19% entre 1990 e 2024. Nesse período de 35 anos, a República Popular da China deixou de ocupar uma posição periférica na economia internacional para se consolidar como uma das duas maiores economias do mundo, dependendo do critério de mensuração utilizado. Em termos de PIB nominal, medido pelas taxas de câmbio correntes, os Estados Unidos permanecem à frente; em termos de PIB PPC, a China ocupa a primeira posição na economia global.

Além disso, a China cresceu em média de 8,7% ao ano entre 1990 e 2024 e assumiu posição de destaque na produção industrial, no comércio internacional, na infraestrutura logística, nas energias renováveis, na aquicultura, na transição energética, na inteligência artificial (IA), nas telecomunicações e em diversas tecnologias estratégicas.

Esse processo demonstra a transformação da economia mundial e a crescente importância dos países emergentes da Ásia, destacam-se China, Índia, Indonésia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Vietnã, na estrutura produtiva e geopolítica do século XXI.

Logo, a ascensão chinesa constitui, portanto, um dos elementos centrais de uma nova ordem mundial, de uma configuração mais multipolar, na qual os países do Sul Global passaram a exercer maior influência sobre a economia global.

As oito grandes rupturas da ordem mundial na visão da CEPAL

A Comissão da CEPAL identifica oito grandes rupturas da ordem mundial, que estão ocorrendo simultaneamente e reconfigurando a economia e a geopolítica global. Entende também que com o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), surgiu a Globalização Limitada (1945-1989), com a Queda do Muro de Berlim em 1989, em seguida surge a Hiperglobalização (1990-2007), com a Crise Financeira Internacional de 2008, surge deste então até a atualidade, a Globalização Reconfigurada (2008-até o dia de hoje):

Ruptura 1: Globalização reconfigurada: da eficiência econômica à segurança.

A interdependência econômica, anteriormente percebida principalmente como fonte de eficiência, crescimento e integração, passou também a ser vista como fonte de vulnerabilidade e como instrumento de poder e coerção.

Ruptura 2: Erosão do multilateralismo e reconfiguração da governança global.

O sistema multilateral encontra-se sob pressão, enquanto surgem formas mais fragmentadas de governança global e alianças seletivas.

Ruptura 3: Da hegemonia unipolar à competição multipolar.

O mundo está passando de uma estrutura marcada pela predominância dos Estados Unidos para uma configuração de competição multipolar assimétrica, caracterizada pela redistribuição progressiva do poder econômico, tecnológico e político.

Ruptura 4: Reconfiguração do soft power.

O poder de atração e influência internacional dos países está sendo reconfigurado. Segundo a Comissão da CEPAL, observa-se redução do soft power dos Estados Unidos e ascensão do poder brando da China.

Ruptura 5: Retrocesso generalizado da democracia e aumento da polarização política.

O mundo atravessa um processo de deterioração das instituições democráticas e do Estado Democrático de Direito, acompanhado pelo crescimento da polarização política e pela redução da confiança nas instituições democráticas.

Ruptura 6: Desinformação e crise da verdade na era da IA.

A disseminação da desinformação, a manipulação algorítmica e o uso inadequado ou malicioso da IA ameaçam a confiança nas instituições, aprofundam a polarização política e podem comprometer a qualidade do debate público e da democracia.

Ruptura 7: Retrocesso em matéria de direitos da mulher, igualdade de gênero e inclusão.

Os avanços conquistados nas últimas décadas em matéria de direitos das mulheres, igualdade de gênero e inclusão social passaram a enfrentar novos questionamentos e, em determinados contextos, retrocessos.

Ruptura 8: O fim do consenso mundial sobre o clima.

As políticas climáticas estão sendo cada vez mais condicionadas por estratégias industriais, preocupações relacionadas à segurança energética e disputas geopolíticas, colocando sob pressão o consenso internacional sobre a emergência climática.

Essas oito rupturas constituem, portanto, uma importante chave de interpretação das transformações contemporâneas da economia internacional. Para a América Latina e o Caribe, compreender essas mudanças é fundamental para formular novas estratégias de desenvolvimento, ampliar a cooperação regional, diversificar as relações internacionais e fortalecer a capacidade de atuação global.

A grande questão colocada pela Comissão da CEPAL é justamente esta: como transformar as profundas rupturas da atual ordem mundial em oportunidades de desenvolvimento para a América Latina e o Caribe?

As três principais armadilhas do desenvolvimento latino-americano e caribenho

No próprio relatório, a Comissão da CEPAL identifica três armadilhas do desenvolvimento (trampas del desarrollo) que se reforçam mutuamente. A primeira é a baixa capacidade de crescimento, caracterizada pelo crescimento econômico fraco no longo prazo e pela limitada diversificação produtiva. O relatório destaca que o crescimento médio do PIB regional foi de 1,2% ao ano entre 2016 e 2025, configurando um período prolongado de baixo dinamismo econômico.

A segunda é a alta desigualdade, a baixa mobilidade social e a fraca coesão social, fatores que corroem a confiança e enfraquecem os contratos sociais. A terceira é a baixa capacidade institucional e uma governança pouco efetiva, que dificultam a implementação das reformas estruturais necessárias ao desenvolvimento.

Essas três armadilhas estão inter-relacionadas: o baixo crescimento limita a geração de emprego e renda; a elevada desigualdade enfraquece a coesão social; e instituições frágeis dificultam a adoção de políticas públicas capazes de superar esses obstáculos.

Entre 2014 e 2023, o crescimento médio do PIB nominal da região foi de apenas 0,9% ao ano e o PIB per capita permaneceu estagnado, de acordo com a CEPAL. As projeções econômicas indicam crescimento do PIB regional de 2,2% para 2026 e de 2,5% para 2027, evidenciando o ritmo ainda modesto da atividade econômica e a persistente distância da América Latina e do Caribe em relação a uma trajetória de maior prosperidade econômica.

Vale destacar que a América Latina e o Caribe segue sendo uma das regiões mais desiguais do mundo, apresentando um Índice de Gini significativamente superior à média observada nos 38 países-membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

As dez propostas da Comissão da CEPAL

A América Latina e o Caribe constituem um amplo espaço econômico, social, cultural e geopolítico. A região tem 20 países latino-americanos e 13 nações caribenhas, com aproximadamente 672 milhões de habitantes, constituindo um grande mercado regional.

Durante mais de 78 anos, a CEPAL busca contribuir para a formulação de soluções eficazes para os sérios desafios do desenvolvimento econômico da América Latina e do Caribe. Entre seus principais intelectuais, desde a sua criação, em 1948, destacam-se o economista argentino Raúl Prebisch (1901-1986) e o economista brasileiro Celso Furtado (1920-2004).

A Comissão da CEPAL apresenta dez propostas, organizadas em três grandes eixos: mobilização de ativos estratégicos; fortalecimento da governança, das instituições e da democracia; e ampliação da capacidade de ação internacional e regional.

Eixo I: Mobilização de ativos estratégicos

Proposta 1: Aproveitar esta oportunidade mobilizando os ativos estratégicos da região para alcançar avanços em matéria de desenvolvimento.

A Comissão da CEPAL identifica cinco categorias de ativos estratégicos: recursos naturais e estratégicos; capacidades produtivas, humanas e financeiras; dimensão do mercado regional; ativos políticos; e poder brando, derivado do capital cultural, criativo e simbólico da região.

Proposta 2: Utilizar os abundantes recursos naturais da região como ferramenta estratégica de negociação.

A América Latina e o Caribe possuem importantes reservas mundiais de minerais críticos, recursos energéticos, água, biodiversidade, terras agricultáveis e terras raras. O desafio consiste em transformar esses recursos naturais em desenvolvimento sustentável e maior capacidade de negociação internacional.

A região possui posição estratégica na produção e nas reservas de diversos minerais críticos, além de ser uma das principais regiões produtoras e exportadoras de alimentos do mundo e possuir enorme patrimônio de biodiversidade e recursos hídricos.

Em 2023, Brasil, Argentina, México, Equador e Chile estiveram entre os 20 países com os maiores superávits comerciais de alimentos do mundo, segundo dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

Os países da América Latina e do Caribe possuem importantes reservas mundiais de minerais críticos e estratégicos. Destacam-se a bauxita no Brasil e na Jamaica; o cobalto em Cuba; o cobre no Chile, no Peru e no México; o grafite no Brasil e no México; o lítio no Chile, na Argentina, no Brasil e na Bolívia; o manganês e o níquel no Brasil; as terras raras no Brasil; a prata no México, no Peru, no Chile, na Bolívia e na Argentina; o zinco no Peru e no México; e o estanho no Brasil, na Bolívia e no Peru.

Esses recursos minerais constituem importantes ativos estratégicos para a América Latina e o Caribe, uma vez que a região detém 46% das reservas mundiais de lítio, 35% das reservas de cobre, 28% das reservas de grafite e 23% das reservas de terras raras.

A América Latina e o Caribe possuem também extraordinário patrimônio de biodiversidade, abriga quase a metade da biodiversidade terrestre total do planeta. O Brasil, a Colômbia, o México, a Venezuela e o Equador estão entre os dez países classificados como megadiversos, conceito baseado principalmente na elevada riqueza de espécies e, sobretudo, na diversidade de ecossistemas terrestres e marinhos.

Além disso, a América Latina e o Caribe é líder mundial em recursos de água doce e conta com a matriz elétrica mais limpa do mundo.

Proposta 3: Ampliar a escala das políticas de desenvolvimento produtivo.

É necessário fortalecer políticas industriais e produtivas capazes de elevar a produtividade do trabalhador, estimular a inovação tecnológica, promover a diversificação econômica, desenvolver cadeias de valor e aumentar a participação da região na economia mundial.

Proposta 4: Fortalecer a integração e a cooperação regionais.

A integração regional deve ser utilizada como instrumento de desenvolvimento, permitindo ampliar mercados, construir cadeias regionais de valor agregado e melhorar a infraestrutura logística.

Proposta 5: Aproveitar ao máximo o talento humano da região.

O desenvolvimento exige investimentos em educação, ciência, tecnologia e qualificação da força de trabalho, de modo a aproveitar o potencial do capital humano latino-americano e caribenho.

Vale ressaltar também que o Brasil é o país mais populoso da América Latina e do Caribe e concentrava, em 2025, cerca de 32% da população total da região. Em contraste, os países do Caribe representavam apenas 6% da população regional, conforme dados da CEPAL.

Eixo II: Fortalecimento da governança, das instituições e da democracia

Proposta 6: Fortalecer a governança e as instituições.

Nenhuma das propostas anteriores poderá ser concretizada adequadamente sem instituições sólidas, capacidade estatal, governança efetiva, confiança social e democracia.

Proposta 7: Reforçar a capacidade fiscal do Estado.

Hoje, Estados com maior capacidade fiscal possuem melhores condições para financiar investimentos governamentais, infraestrutura logística, educação, saúde e proteção social, além de políticas públicas de geração de emprego e renda. A sustentabilidade fiscal deve ser conciliada com a necessidade de ampliar a capacidade de investimento estatal e de atuação do Estado.

Proposta 8: Abordar a criminalidade organizada como prioridade de governança regional, e não apenas como questão de segurança.

A expansão da criminalidade organizada constitui um desafio econômico, social e político. Por isso, seu enfrentamento exige cooperação regional, fortalecimento institucional e combate aos fluxos financeiros ilícitos.

Eixo III: Ampliação da capacidade de ação internacional e regional

Proposta 9: Evitar alinhamentos rígidos, fortalecer a capacidade de análise geopolítica e diversificar as alianças.

A Comissão da CEPAL recomenda que os países latino-americanos e caribenhos evitem, sempre que possível, alinhamentos rígidos diante da rivalidade entre as duas grandes potências econômicas, Estados Unidos e China.

A estratégia consiste em ampliar opções, diversificar alianças e formar coalizões de geometria variável, de acordo com interesses e temas específicos. Essa orientação está relacionada ao conceito de “não alinhamento ativo”, pelo qual os países procuram preservar margem de manobra para defender seus interesses nacionais e regionais.

Proposta 10: Dar prioridade à cooperação funcional em vez da criação de novas instituições.

Diante da fragmentação política existente na região, a Comissão da CEPAL recomenda privilegiar acordos viáveis, funcionais, cumulativos e escaláveis, com objetivos concretos, prazos definidos e responsabilidades claras.

A cooperação regional não exige que todos os países concordem em tudo. É possível avançar por meio de coalizões flexíveis de países interessados em temas específicos, criando resultados concretos que possam posteriormente ser ampliados.

Considerações finais

O relatório Rupturas e oportunidades representa uma importante contribuição da CEPAL para a compreensão das profundas transformações econômicas, sociais, ambientais, tecnológicas e geopolíticas que estão reconfigurando a ordem mundial.

A principal mensagem da Comissão da CEPAL é que a América Latina e o Caribe não devem permanecer como espectadores passivos das transformações internacionais. A região possui importantes ativos estratégicos, como recursos naturais, biodiversidade, água, alimentos, energia, capacidades produtivas, talento humano, mercado consumidor e patrimônio cultural, que podem ser convertidos em desenvolvimento sustentável.

Entretanto, esses ativos não produzem desenvolvimento automaticamente. É necessário combinar estratégias nacionais de desenvolvimento. Nesse aspecto, o pensamento de Celso Furtado continua extremamente atual. O desenvolvimento não pode ser compreendido apenas como crescimento do PIB, mas como um processo de transformação estrutural capaz de ampliar as oportunidades econômicas, reduzir desigualdades sociais e fortalecer a autonomia das sociedades.

Para a América Latina e o Caribe, o grande desafio do século XXI consiste, portanto, em transformar suas vantagens naturais, humanas, produtivas, culturais e geopolíticas em desenvolvimento sustentável.

Referência

CEPAL. Rupturas y oportunidades: propuestas para que América Latina y el Caribe prospere en la nueva era geopolítica. Disponível em: https://repositorio.cepal.org/server/api/core/bitstreams/84456b1e-4c74-4908-8c8d-e0c839e93c28/content. Acesso em: 10 ago. 2026.

(*) Economista brasileiro, membro do Fórum Celso Furtado de Desenvolvimento da Paraíba (FCF-PB), associado do Instituto de Inteligência Econômica (IIE), integrante do GRT-PB, conselheiro efetivo do CORECON-PB
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Luciana Leão

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