A produção de cana-de-açúcar do Nordeste deve chegar a 55,5 milhões de toneladas na safra 2026/27, alta de 4,1% em relação ao ciclo anterior. Os dados são do 2º Levantamento da Safra de Cana-de-Açúcar, divulgado nesta quinta-feira (20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O avanço regional deve ocorrer principalmente pelo aumento da área destinada à colheita, estimada em 923,5 mil hectares. Já a produtividade média deve crescer 0,3%, chegando a 60.037 quilos por hectare.
O resultado do Nordeste segue o avanço da produção nacional. A Conab estima uma colheita total de cerca de 705,2 milhões de toneladas de cana, uma alta de 4,7% ante ao ciclo 2015/2026. A área colhida deve alcançar 9,1 milhões de hectares, enquanto a produtividade média é projetada em 77.905 quilos por hectare.
Mesmo com a alta na produção de cana, a Conab projeta uma redução na fabricação de açúcar no Brasil. A produção deve ficar em 42,89 milhões de toneladas, queda de 2,9% em relação ao ciclo anterior.
Já o etanol derivado da cana deve registrar aumento de 9,7% na atual safra, podendo chegar a 29,98 bilhões de litros. Considerando também o combustível produzido a partir do milho, a produção total de etanol no Brasil deve alcançar 41,88 bilhões de litros, alta de 11,7%.
Segundo a Conab, o mercado de etanol segue favorecido pela maior mistura do biocombustível à gasolina. No fim de julho, o percentual obrigatório passou de 30% para 32%, o que tende a ampliar a demanda pelo produto e pode estimular o direcionamento de parte da cana para a produção de etanol.

