As empresas que tiveram pedidos de incentivos fiscais aprovados pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) informaram a manutenção ou criação de 35.317 postos de trabalho na área de atuação da autarquia entre janeiro e junho de 2026. Do total, 27.017 são empregos diretos e 8.300, terceirizados.
Entre os estados nordestinos, a Bahia liderou em número de solicitações aprovadas, com 35. Ceará (24) e Maranhão (16) aparecem na sequência. Pernambuco teve 12 aprovações; Paraíba, 11; e Rio Grande do Norte, 10. Também houve aprovações em Alagoas, Piauí e Sergipe, além do Espírito Santo e Minas Gerais.
Os 133 pedidos aprovados no primeiro semestre reúnem empreendimentos que, juntos, declararam R$ 6 bilhões em investimentos previstos. O valor corresponde aos recursos que as próprias empresas planejam aplicar nos projetos e não representa dinheiro concedido pela Sudene.
Quando o critério é o volume de investimentos previstos, a ordem dos estados muda. A Bahia concentra R$ 1,9 bilhão, seguida por Pernambuco, com R$ 626,9 milhões, Rio Grande do Norte, com R$ 441,7 milhões, e Ceará, com R$ 345,8 milhões.
Pernambuco lidera em empregos
Pernambuco foi o estado com o maior número de postos de trabalho relacionados aos empreendimentos beneficiados, com 7.680 empregos criados ou mantidos. O Ceará aparece em seguida, com 6.398, e a Bahia, com 5.698.
A Paraíba também se destaca, com 4.999 postos de trabalho vinculados aos projetos aprovados no primeiro semestre. O Espírito Santo, que também integra a área de atuação da Sudene, registrou 4.977.
Entre os 133 projetos aprovados, 59 são referentes à implantação de novos empreendimentos. Juntos, eles representam R$ 5,1 bilhões em investimentos previstos e estão relacionados à criação de 5.031 novos postos de trabalho, sendo 3.694 diretos e 1.337 terceirizados.
Energia e indústria farmacêutica concentram investimentos
Os investimentos estão concentrados principalmente nos setores de infraestrutura e da indústria farmacêutica. A infraestrutura reúne R$ 2,1 bilhões, sendo R$ 2 bilhões relacionados a projetos de energia. A indústria farmacêutica também soma R$ 2 bilhões.
Em seguida, entre os principais setores, aparece também a fabricação de produtos químicos, com R$ 532,1 milhões, e alimentos e bebidas, com R$ 507,9 milhões. Juntos, os quatro segmentos representam 79,4% dos investimentos das empresas beneficiadas no semestre.
Entre os projetos estão a modernização de uma fábrica têxtil em João Pessoa, com investimento previsto de R$ 211,2 milhões, e a implantação de uma planta de produção de biometano em Pernambuco, com R$ 496,4 milhões.
No Rio Grande do Norte, a modernização do Parque Eólico Boa Esperança I, em Jardim de Angicos, representa R$ 384,6 milhões. O empreendimento possui 14 aerogeradores e capacidade instalada de 30,8 MW.
Mudanças na legislação
A aprovação desses incentivos fiscais ocorre em um cenário de mudança na legislação fiscal. A Lei Complementar nº 224, de dezembro de 2025, reduziu em 10% os percentuais dos benefícios administrados pela Sudene. A redução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), que era de 75%, passou para 67,5%. No reinvestimento, o percentual caiu de 30% para 27%.
As novas regras já se aplicam às aprovações realizadas neste ano. Das 133 solicitações aprovadas no primeiro semestre, 105 correspondem à redução de 67,5% do IRPJ e adicionais. Outras 28 tratam do reinvestimento de 27% do imposto.

