Nordeste responde por mais de 25% do saldo de emprego formal do País no 2º trimestre

O Nordeste encerrou o segundo trimestre com 79.682 empregos formais, o equivalente a 25,9% das vagas com carteira assinada geradas no Brasil no período. O saldo representa um crescimento de 53,9% em relação ao mesmo trimestre de 2025 e foi impulsionado, entre outros fatores, pela redução no número de desligamentos, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizados pelo Data Nordeste.

Apenas em junho, a região registrou saldo positivo de 34.433 vagas, resultado de 317 mil admissões e 282.567 desligamentos. O salário médio de admissão foi de R$ 2.067,05, enquanto o rendimento médio dos trabalhadores desligados alcançou R$ 2.132,31.

Setores

O setor de Serviços apresentou o maior saldo de empregos na região, com 17.549 postos formais. Em números absolutos, a Bahia registrou o maior saldo no setor, com 6.104 vagas, seguida por Pernambuco (+3.400) e Ceará (+3.264). Em Sergipe, o saldo de Serviços superou o saldo total de empregos do estado, correspondendo a 106,2% do resultado geral. Já o Rio Grande do Norte registrou redução de 587 postos no segmento.

O Comércio apresentou o segundo melhor saldo, com 5.095 vagas na região. Pernambuco (+1.190) e Bahia (+1.153) concentraram os maiores saldos do setor, enquanto Sergipe registrou saldo positivo de 47 postos.

Na Indústria, o saldo regional foi de 4.330 postos, com destaque para Pernambuco (+1.284) e Piauí (+1.043), responsáveis por mais da metade do resultado do setor. Alagoas (+762) e Maranhão (+563) também registraram indicadores positivos, enquanto Ceará (-360), Sergipe (-88) e Rio Grande do Norte (-2) encerraram o mês com redução de postos industriais.

A Construção Civil garantiu saldo regional positivo de 4.256 postos, liderado pelo Maranhão (+1.439) e Ceará (+1.374). Em seguida, aparecem Pernambuco (554), Piauí (465), Paraíba (427), Alagoas (353) e Sergipe (91). O Rio Grande do Norte (-425) e a Bahia (-22) registraram as únicas retrações líquidas do setor.

A Agropecuária obteve superávit de 3.203 vagas no saldo regional. O desempenho foi impulsionado pelo estado do Rio Grande do Norte que registrou um saldo de 1.051, seguido por Bahia (1.024), Alagoas (591), Piauí (392), Ceará (328), Maranhão (156) e Paraíba (14). Em contraponto, os estados de Pernambuco (-266) e Sergipe (-87) apresentaram saldo negativo neste segmento.

Estados

Em relação aos estados nordestinos, a Bahia liderou com 8.985 vagas, representando 26,1% do saldo da região, seguida por Pernambuco e Ceará com 6.162 e 5.291 novos postos de trabalho. Na sequência, aparecem Maranhão (4.948), Piauí (3.023), Alagoas (2.773), Paraíba (2.365), Sergipe (599) e Rio Grande do Norte (287) correspondendo a 14,4%, 8,8%, 8,1%, 6,9%, 1,7% e 0,8%.

No recorte territorial, o Semiárido concentrou 44,9% de todo o saldo regional, com 15.449 novas vagas formais. Já os municípios inseridos no bioma Caatinga responderam por saldo de 10.231 empregos, equivalente a 29,7% do total registrado no Nordeste.

Entre os trabalhadores admitidos, o maior saldo de vagas foi registrado entre profissionais com ensino médio completo, que concentraram 25.031 novos postos formais. Já os níveis mais elevados de escolaridade apresentaram saldo negativo, com fechamento de 172 vagas para mestres e 38 para doutores.

Faixa etária

Na análise por faixa etária, os jovens de 18 a 24 anos lideraram a geração de empregos, com 22.245 vagas, enquanto a população com 65 anos ou mais registrou saldo negativo de 763 postos.

Os homens responderam por 58,8% das vagas criadas no Nordeste, com 20.241 postos, ante 14.192 ocupados por mulheres (41,2%). O salário médio de admissão foi de R$ 2.113,09 para os homens e R$ 1.987,13 para as mulheres, diferença de R$ 125,96.

*Com assessoria Sudene
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Ana Júlia Silva

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