O Brasil criou 145.161 empregos com carteira assinada em junho, resultado de 2,22 milhões de admissões e 2,07 milhões de desligamentos, elevando para 921.645 o saldo de vagas formais abertas no primeiro semestre de 2026. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, com base no Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). No recorte dos últimos 12 meses, o saldo chega a 963.921 empregos.
No Nordeste, o mercado de trabalho também manteve a trajetória positiva. Entre janeiro e junho, a região registrou 132.547 novos empregos, resultado de 1.928.400 admissões e 1.795.853 desligamentos, o equivalente a uma alta de 1,68% no estoque de vínculos formais.
A Bahia liderou a geração de empregos no acumulado do ano, com 55.594 vagas, seguida por Ceará (24.531) e Pernambuco (21.411). Maranhão (15.322), Piauí (11.700), Rio Grande do Norte (7.116), Paraíba (6.603) e Sergipe (4.885) também registraram saldo positivo no período. Alagoas foi o único estado a registrar um desempenho negativo com menos 8.215 vagas.
Cenário Nacional
No cenário nacional, 25 das 27 unidades da Federação registraram saldo positivo em junho. São Paulo liderou a geração de empregos no mês, com 34.981 vagas, seguido por Minas Gerais (+20.805) e Rio de Janeiro (+16.856). Em termos proporcionais, os maiores avanços foram registrados no Amapá (+1,04%), Acre (+0,88%) e Mato Grosso (+0,85%).
O setor de Serviços foi o principal responsável pela geração de empregos em junho, com 74.514 vagas, seguido por Agropecuária (+22.898), Comércio (+19.177), Indústria (+14.438) e Construção (+12.136).
No acumulado de 2026, Serviços também lidera a criação de empregos no país, com 571.926 vagas, à frente de Construção (+168.962), Indústria (+143.442) e Agropecuária (+40.853). O Comércio foi o único segmento a registrar saldo negativo no semestre, com fechamento de 3.514 postos de trabalho.
Grupos populacionais
No recorte populacional, as mulheres foram responsáveis por um saldo de 72.592 vagas e os homens por 72.569 postos. A população de até 24 anos teve o maior saldo positivo, com 125.430 postos.
No recorte por escolaridade, pessoas com ensino médio completo tiveram saldo de 109.255, seguidos pelo nível médio incompleto, com 15.185. Na análise por raça, o saldo foi de 106.176 para pardos; 28.636 para brancos; 20.199 para pretos; e 776 para indígenas. O saldo foi negativo para amarelos (-66) e para vínculos sem informação de etnia e raça (-10.563).
Salários
O salário médio real de admissão em junho foi de R$ 2.404,34. Para os trabalhadores considerados típicos, o salário real de admissão foi de R$ 2.446,27, enquanto para os trabalhadores não típicos foi de R$ 2.101,51.

