Projeto de melhoramento genético vai desenvolver palma forrageira mais resistente a pragas e doenças

A Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) dará início à segunda etapa de um projeto para o melhoramento genético da palma forrageira, dentro do projeto Inova Palma, com investimento global de R$ 1,13 milhão. A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), visa validar novos materiais mais resistentes a pragas e doenças, além de características nutricionais voltadas à alimentação animal e ao consumo humano.

O principal foco na pesquisa será a seleção de materiais que possuam resistência biológica a fatores que costumam afetar a produtividade das palmas tradicionais. Estão previstos testes de laboratório, análises moleculares e ensaios em campo. A nova fase dá continuidade ao trabalho iniciado em 2020, quando foram obtidos híbridos, linhagens e outros materiais genéticos que agora passarão por avaliações mais detalhadas. 

O objetivo é confirmar a estabilidade dessas características em condições reais de cultivo e identificar os materiais mais promissores para futuras recomendações de uso. 

Na avaliação do coordenador de inovação e transformação digital da Sudene, Aildo Sabino, o avanço deste projeto vai trazer benefícios para os agricultores familiares que lidam com os desafios climáticos do semiárido e utilizam a palma como alternativa forrageira. 

“O melhoramento genético é o caminho para dar estabilidade à nossa agropecuária, mas enfrentamos o desafio de validar esses novos materiais em condições reais de campo e manter equipes técnicas no longo prazo. Essa aprovação é fundamental para que a pesquisa não pare e chegue com segurança até a ponta, beneficiando quem mais precisa”, disse o especialista. 

Entre as ações previstas estão análises bromatológicas e morfoagronômicas, confirmação da identidade genética dos novos materiais, testes de resistência à cochonilha-do-carmim e a fungos associados às principais doenças da cultura, além de ensaios em campo para avaliar produtividade, adaptação ao semiárido e desempenho agronômico. 

O projeto também deve ampliar o banco ativo de germoplasma do INSA, aumentando a número de opções de vegetais adaptados ao clima semiárido brasileiro e a eventuais ataques de agentes patogênicos. 

Para ampliar a diversidade biológica local, o plano prevê ainda uma cooperação internacional para importar do México ao menos 10 materiais adaptados a altitudes de 100 a 600 metros. 

A conclusão das metas e dos ensaios de competição em campo está prevista para março de 2029.

*Com informações Ascom Sudene

 

 

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Ana Júlia Silva

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