Avaliação de pós doutor à Revista projeta novo contexto da geopolítica
Por Marcos Formiga
Os Estados Unidos têm histórico de superávit em relação ao Brasil. Mas, o presidente americano Donald Trump usou esse argumento equivocado de que o Brasil teria superávit comercial com os EUA.
Aliás, esse falso argumento serviu para estabelecer uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, a partir do tarifaço de abril/25 (felizmente derrubado por ser declarado inconstitucional pela Corte Suprema americana).
Somente com a visita recente do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva aos EUA, Trump se convenceu de que a realidade era o contrário do que apregoava.
O caso da China
Novamente, e de forma categórica, ele agora, ouviu na China o que não gostaria, o presidente Xi Jinping provou que os EUA precisam acordar e deixar de sofismar com falsos argumentos diante o desafio representado pela China.
E marcou posição contra o processo contínuo de venda de armamento bélico pelos EUA para Taiwan.
E reiterou: Taiwan é parte da China, não irá retornar por invasão, e sim por adesão e convencimento.
Declínio americano
A realidade contemporânea global sugere que estamos assistindo ao declínio do império americano.
A supremacia econômica americana persistirá ainda por poucos anos.
Realidade de compras
Como se sabe, o PIB chinês em termos de poder de compra superou os EUA desde 2021!
Questão de tempo, portanto, para a nova potência chinesa substituir os EUA, que assumiu a antiga liderança da Inglaterra, a partir do final da Segunda Grande Guerra.
Índia na sequência
Ao final deste século 21, a China cederá sua breve liderança para a Índia. Isso fará com que os ciclos de supremacia econômica sejam cada vez menores.
Tempo anterior
Consta que o Reino Unido liderou por mais de um século. Os EUA por cerca de 80 anos.
Os estudiosos do tema preveem algo como 60 anos para a supremacia econômica da China a se iniciar.
Em seguida, ao se aproximar o final deste século, deverá ser a vez da Índia (atual quarta maior economia mundial). O período de liderança indiana estima- se uma duração de uns 50 anos ou meio século!….
Ou seja, o Século 21 , já denominado “Século da Ásia”, fará esses países orientais (China, Índia, etc) retomarem a liderança econômica mundial, perdida desde a Primeira Revolução Industrial Ocidental. A conferir. Novos tempos, novas lideranças mundiais!

