Como a revelação sobre Vorcaro por Flávio Bolsonaro desvenda Fundo Americano para abrigar família e Fundo Fascista, além do filme
Por Walter Santos
São muitas as versões ao sabor do freguês, mas a informação base / raiz revelada pelo senador Flávio Bolsonaro em diálogo com o líder do Banco MASTER, Daniel Vorcaro, revela solicitação de recursos para filme sobre o ex-presidente Bolsonaro na ordem de R$ 134 milhões endereçados ao Fundo Havengare Developmebt Fund e o Mercury Legacy Trust, no Texas, controlado nos EUA pelo advogado Paulo Calixto preposto do ex-deputado federal foragido Eduardo Bolsonaro surgindo como a essência da trama e o/ou roteiro que expõe estratégia de toda a família na direção dos Estados Unidos.
A rigor, a trama do “filme americano” tomou rumos a gerar muitas suspeitas a envolver diligências do STF sobre o uso da produção cinematográfica a partir do Texas para favorecer e construir outros objetivos, entre os quais a sustentação do ainda ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos EUA podendo abrigar toda família.
Motivo central da trama
Se o roteiro atrai muitas dúvidas e a certeza de uma trama mal explicada, já surgem entre tantas observações, duas questões graves em curso.
Uma é de que parte do dinheiro estava sendo estocada lá fora para garantir a fuga da família inteira numa perspectiva de implosão política no Brasil, e uma outra, de que parte desses recursos está indo para um Fundo Internacional Fascista.
Mais lenha na fogueira

Recentemente, o ex-deputado federal apresentou nova versão sobre sua participação no filme
“Dark Horse”, que retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele admitiu ter investido US$ 50 mil na produção.
O que aconteceu
Mudança de posicionamento aconteceu após nova publicação do Intercept Brasil. O veículo afirma que Eduardo atuou como produtor-executivo e tinha poder sobre a gestão financeira do projeto, de acordo com um contrato obtido pela reportagem.
Segundo o ex-parlamentar, ele conseguiu recursos após um curso de política. Em vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo disse que com o curso denominado “Ação Conservadora”, ele arrecadou cerca de R$ 350 mil, o que equivalia a 50 mil dólares.
O papel de Márcio Frias
Em toda trama é preciso registrar o papel do deputado federal Mário Frias como roteirista e produtor executivo do filme “Dark Horse”, cinebiografia internacional sobre Jair Bolsonaro. Ele anda na mira do STF, que não consegue intima -lo por estar em endereço não sabido.
Sua participação envolveu a concepção da obra, a escrita, e a articulação direta como produtor, o que o colocou no centro de investigações do Supremo Tribunal Federal (STF) e de polêmicas financeiras.
A atuação e as participações do parlamentar na produção e captação desdobram-se em três pontos principais, conforme as bases de informação digital global:
- Concepção e Roteiro
Mário Frias foi o idealizador e escritor do argumento inicial do filme, baseado em um texto seu intitulado “Capitão do Povo”. Ele também é o responsável por assinar o roteiro oficial da obra, que é dirigida pelo cineasta norte-americano Cyrus Nowrasteh.
Como produtor executivo, Frias foi o responsável por defender que o longa-metragem seria financiado 100% com capital privado, sem a utilização de recursos de leis de incentivo. O filme tornou-se alvo de escrutínio após a divulgação de áudios em que o senador Flávio Bolsonaro cobra o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, por pagamentos atrasados ao projeto. Mário Frias chegou a contradizer Flávio inicialmente, negando o envolvimento de Vorcaro, mas depois recuou, justificando haver uma “diferença de interpretação” sobre a origem formal do dinheiro investido por meio de uma empresa intermediária.
Origem e futuro da grana
O financiamento também tem sido alvo de atenção dos órgãos fiscalizadores e da imprensa sobre a transparência do projeto.
Além do dinheiro privado captado, Mário Frias está sob investigação no STF, sob a relatoria do ministro Flávio Dino, após uma denúncia da deputada Tabata Amaral.
A suspeita apura o uso de emendas parlamentares: Frias teria destinado cerca de R$ 2 milhões para o “Instituto Conhecer Brasil”, uma ONG cuja proprietária e presidente, Karina Gama, também atua na produção do longa.
Drama e contradições
O “rolo” envolvendo Flávio Bolsonaro gira em torno de áudios vazados e do financiamento de um filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro. A controvérsia cresceu devido às explicações dadas a conta-gotas e às mudanças de versões da defesa do senador sobre a origem dos recursos.
O estopim se revela com Áudios revelando o senador Flávio Bolsonaro em conversas tratando da superprodução do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A polêmica: A produção teria recebido recursos de empresários ligados à corretora Master, incluindo o executivo Mansueto Vorcaro. A oposição levanta suspeitas sobre a legalidade e a motivação do repasse, enquanto a base bolsonarista defende que se trata de um acordo com previsão de retorno financeiro e que as informações foram usadas fora de contexto para criar uma narrativa.
O problema da defesa: O ponto central que alimenta as dúvidas é que as explicações dadas ao público têm mudado. Políticos aliados e o próprio Flávio apresentaram versões diferentes sobre quem financiou a obra e qual foi o papel institucional de cada um no projeto ao longo do tempo.
(In)Conclusão
O fato é que os desdobramentos da trama nos bastidores desse filme indicam que muita “água ainda há de rolar sob essa ponte” escandalosa a provar que setores do cinema brasileira não conseguem tratar com realismo humano enredos típicos de mafiosos. Ainda voltaremos ao tema a afetar a sucessão política no Brasil.
*Conteúdo publicado na edição 232 da Revista NORDESTE

