Genial/Quaest: Com 72% de aprovação, Nordeste lidera apoio ao fim da escala 6×1

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (18) revela que o Nordeste é a região com maior aprovação do fim da escala 6×1 no país. Entre os entrevistados, 72% apoiam a diminuição da jornada de trabalho, enquanto 16% são contra

Outros 10% não souberam ou não responderam, e 2% disseram não ser nem a favor nem contra. O percentual de apoio na região permaneceu estável em relação ao último levantamento, realizado em dezembro de 2025.

No cenário geral do Brasil, segundo o levantamento, a maioria aprova a mudança. 68% da população diz ser a favor, 22% são contra, 7% não sabem ou não responderam e 3% não são nem a favor, nem contra. 

Aprovação por região 

  • Sudeste: 66% a favor; 24% contra; 6% não sabe/não respondeu; 4% nem a favor, nem contra.
  • Centro-Oeste/Norte: 66% a favor; 22% contra; 9% não sabe/não respondeu; 3% nem a favor, nem contra.
  • Sul: 63% a favor; 29% contra; 6% não sabe/não respondeu; 2% nem a favor, nem contra.

O levantamento ouviu 2.004 pessoas em todo o país entre os dias 8 e 11 de maio. Encomendada pela Genial Investimentos, a pesquisa foi realizada por meio de entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Escala 6×1

O tema está em análise em uma comissão especial da Câmara, que discute duas PECs sobre redução da jornada de trabalho e um projeto de lei enviado pelo governo Lula. 

O projeto do governo propõe reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com escala 5×2, limite de oito horas diárias e dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial. O texto também mantém regimes especiais, como a escala 12×36, desde que respeitada a média de 40 horas semanais.

Já a PEC 148/2015, do deputado Paulo Paim, prevê a redução gradual da jornada para 36 horas semanais ao longo de cinco anos, sem definir uma escala específica e sem perda salarial.

A proposta é tratada como prioridade pelo governo e deve ser votada no colegiado no dia 26 de maio e no plenário dia 27. 

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Ana Júlia Silva

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