Afirmar,com todas as letras, que a carreira política do quase ex-Senador Flávio Bolsonaro está no fim, seria exagero. Precipitação e torcida contra, diriam os otimistas. Mas, que isso parece, ninguém pode negar. Os fatos (negativos) estão contra ele, e virão outros.
Os primeiros sinais (de peso), já na boca do povo, e dos aliados (quase todos), mais próximos, estão sendo emitidos a conta gotas, cientes de que dessa fonte, água potável dificilmente sairá.
Maldosos, infiltrados do mal, segundo alguns poucos fiés, já afirmam que o PL (Partido Liberal), sem querer, ou por fragilidade intelectual, gerou a deus dará uma nova Viúva Porcina, aquela que um dia foi, sem nunca ter sido. No caso aqui, até por muitos, também bem amado.
Já cientes da realidade , conscientes de que contra fatos não ha argumentos, caciques, e até os “indios” do PL (PartIdo Liberal) entenderam e aceitaram a derrota nas eleições,e agora cuidam para que , com zelo e capricho, erros e acertos durante a campanha sejam revistos.Outras virão.
Por ironia, uma falha, ou conflito de neuronios, Flávio, como cordeirinho, caiu na mesma
esparrelha que o Pai Jair um dia caiu, e se autodestruiu sem precisar de empurrão de ninguém. Bolsonaro, eleito por um caminhão de votos, massacrando a oposição, se julgou de fato um Messias ,e se viu dono do mundo a seus pés.
Flávio, imaturo, arrogante , agressivo e prepotente, se abraçou aos demonios da Patagonia, e do colo de Tio Sam se achou eleito, encomendou a faixa e escolheu a suite do Planalto.Deu no que deu, fiasco. Agora tudo é passado,vida que segue.
Com os pés no chão, embora ainda com alguma dor de cabeça, a cúpula do partido e aqueles com mais juízo do que agonias, admitem a derrota, botam em prática um freio de arrumação e olham pra frente, como tudo tem que ser.
Do alto de sua sua liderança, justa e por méritos, Tarcisio de Freitas, com sinceridade ou não (pouco importa), admitiu a derrota, se colocou  ; ; de oposição e já se prepara para começar a ouvir seu nome, em ruas e becos, como provável ou potencial candidato a presidencia em 2030, com boa margem de apoio.
Em silencio durante a barulheira que fizeram, após a fuga de Flávio Bolsonaro, bebendo champanhe abordo de aeronaves de astronautas , a Senadora Michelle Bolsonaro se manifesta, com delicadeza e elegancia, anunciando, sua posição e a do marido sobre o episódio que o mundo acompanhou .
A exemplo do que fez durante toda a campanha, a ex-primeira Dama seguiu protocolo próprio; discrição absoluta e entusiasmo zero. Os próximos meses vão dizer até onde suas pretensões palacianas, e as do Governador de São Paulo, vão se encontrar.
Muito cedo ainda, qualquer desatenção pode ser a gota d´água. Com a temperatura baixando ( deve baixar mesmo), voltam as denúncias de ambas as partes, as likes ridículas e grosseiras dos “cientistas” políticos movidos a Jonny Walker e Wyborowa, e tome xingamentos entre aquele s, que amam mais o palavreado chulo e desconexo dos militantes, do que a voz da própria família.
Política é saudável, opinião é opção pessoal, o contraditório
é e deve ser respeitado. Do boteco, ao buteco.
José Natal
jornalista

