Capitais nordestinas devem receber juntas cerca de 319 mil leitos ofertados por navios na temporada 2026/2027. Recife não aparece entre os portos relacionados pelo Ministério do Turismo.
A temporada brasileira de cruzeiros marítimos 2026/2027 começa nesta sexta-feira (30) com perspectivas de ampliar a movimentação econômica no país e gerar mais empregos. No Nordeste, Salvador (BA) e Maceió (AL) estão entre os destinos contemplados pelas operações, com previsão conjunta de movimentar aproximadamente R$ 307,1 milhões na economia local.
Segundo dados da Associação Internacional de Cruzeiros Marítimos (Clia), divulgados pelo Ministério do Turismo, Salvador deverá receber cerca de 182 mil leitos ofertados pelas embarcações, com impacto econômico estimado em R$ 175,2 milhões. Em Maceió, a projeção é de 137 mil leitos e movimentação de R$ 131,9 milhões.
Os números refletem o potencial de uma atividade que ultrapassa a operação portuária e alcança diferentes segmentos da economia, como transporte, alimentação, comércio, hospedagem e serviços turísticos. A chegada dos navios também amplia as oportunidades para pequenos empreendedores e trabalhadores que atuam na cadeia de atendimento aos visitantes.
A capital pernambucana, Recife, não aparece na relação de portos de embarque e desembarque divulgada pelo Ministério do Turismo para esta temporada, que inclui sete cidades brasileiras.
Em âmbito nacional, a expectativa do governo é alcançar R$ 4,72 bilhões em movimentação econômica, superando os resultados da temporada anterior. A oferta de leitos cresceu 24%, chegando a aproximadamente 800 mil. Serão oito navios dedicados à costa brasileira, um a mais que no ciclo passado.
As viagens seguem até 9 de abril de 2027. Além das embarcações dedicadas à navegação nacional, estão programados 28 navios internacionais de longo curso, de 22 companhias diferentes, que deverão realizar mais de 200 escalas em 32 portos e pontos de parada do litoral brasileiro.
De acordo com o Ministério do Turismo, a temporada anterior gerou mais de 72 mil empregos, e a expectativa é superar esse resultado.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou o alcance da atividade sobre os negócios locais.
“Quando um navio chega a um destino, toda a cadeia de serviços é beneficiada, do transporte à hospedagem, da alimentação ao comércio local. Isso gera oportunidades para pequenos e grandes empreendedores, além de criar empregos e gerar renda para quem recebe os turistas”, afirmou.
Mais turistas estrangeiros
Outro movimento observado pelo setor é o crescimento da participação de estrangeiros entre os passageiros de cruzeiros no Brasil. O percentual passou de 16,1% na temporada 2024/2025 para 23,9% em 2025/2026.
Para o ministro, a presença de visitantes internacionais representa uma oportunidade de ampliar a entrada de divisas e fortalecer a promoção dos destinos brasileiros no exterior. A experiência dos turistas durante as escalas também pode estimular novas viagens e ampliar a visibilidade das cidades que integram as rotas marítimas.
No ranking nacional de impacto econômico projetado, Santos (SP) lidera, com 640 mil leitos previstos e potencial de movimentação superior a R$ 616 milhões. O Rio de Janeiro aparece em seguida, com 316 mil leitos e estimativa de R$ 304 milhões.
No Sul, Balneário Camboriú (SC) tem previsão de 198.071 leitos e impacto de R$ 190,6 milhões, enquanto Itajaí (SC) estima 165.474 leitos e R$ 159,3 milhões. Paranaguá (PR), por sua vez, deverá receber 36.356 leitos, com potencial de movimentar aproximadamente R$ 35 milhões.

