O Banco do Nordeste (BNB) contará com US$ 67 milhões, equivalente a cerca de R$ 340 milhões, em recursos internacionais, para financiar a modernização da infraestrutura elétrica e integração de fontes renováveis ao sistema brasileiro. O dinheiro virá do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e dos Fundos de Investimento Climático (CIF), com participação de 50% de cada instituição.
Os recursos complementarão o financiamento do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) nas operações de crédito do Banco destinadas ao segmento.
Segundo o diretor de Planejamento do BNB, José Aldemir Freire, é a primeira vez que a Instituição financeira irá operar recursos de fundo climático internacional, que serão aplicados por meio do Programa de Integração de Energias Renováveis do Nordeste (CIF-REI/NE). A estimativa é de que os valores estejam disponíveis até o início de 2027, após conclusão dos modelos de contratos e adequação de sistemas.
“Um dos principais focos é contribuir para a redução do ‘curtailment’, que ocorre quando se gera energia, mas não há como levá-la até o consumidor. Esses recursos combinados poderão financiar iniciativas de modernização e digitalização das redes de transmissão e distribuição de energia, armazenamento energético, automação de sistemas elétricos, redes inteligentes, baterias e hidrogênio verde”, avalia o executivo.
A expectativa é contribuir para aumentar a flexibilidade, a confiabilidade e a resiliência do sistema elétrico, especialmente no Nordeste.
CIF REI
O CIF-REI (Renewable Energy Integration) consiste em um programa dos Fundos de Investimento Climático cujos recursos são operacionalizados pelo BID e pelo Banco Mundial. No Brasil, a iniciativa está inserida no Plano de Investimentos aprovado pelos CIF em 2023, sob liderança do Ministério da Fazenda, do Ministério de Minas e Energia e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.
A iniciativa busca apoiar a descarbonização da economia e acelerar a transição para fontes de energia mais limpas. Os recursos são oferecidos em condições financeiras mais favoráveis que as de mercado, com o objetivo de estimular novos investimentos, ampliar a participação do setor privado e facilitar o financiamento de projetos relacionados aos compromissos climáticos assumidos pelo Brasil no Acordo de Paris.

