A entrevista do candidato a presidente da República, Ronaldo Caiado, aos jornalistas Renata Vasconcelos e César Tralli, da Rede Globo, expôs um personagem de longa atuação política e partidária a partir do estado de Goiás tratando de vários assuntos mas, como síntese, sem ele saber explicar convincentemente que programa de governo pretende apresentar ao País, caso seja eleito, na condição de defensor da frágil bandeira de terceira via na atualidade eleitoral.
Aliás, ele não soube também explicar como faria visando encarar duas situações fundamentais para o Brasil, no caso as Reformas Tributária e Previdenciária – fundamentais ao futuro do País.
Ele falou em enviar projetos de lei ao Congresso, mas sem saber esmiuçar detalhes se restringindo a dizer que convocaria experts para ajudá-lo na aplicação de medidas.
SITUAÇÃO FISCAL
Guardadas as proporções fez valer também uma proposta de envio ao Congresso para nivelar a situação fiscal
promovendo um corte de gastos no governo federal.
Ele, entretanto, não detalhou o que seria cortado ou quais áreas seriam atingidas.
ANISTIA AOS GOLPISTAS
Caiado confirmou que adotará como primeira medida de governo a Anistia Geral e Irrestrita para todos os envolvidos no Golpe de 8 de janeiro a partir do ex-presidente, segundo ele para pacificar o País. Ainda quis comparar o grave problema institucional implodido pela não adesão das Armadas ao caso Lula por ter sido inocentado pelo STF no processo do Petrolão.
Na real, uma coisa não tem nada a ver com outra. Absolutamente.
PREPARO
O candidato do PSD demonstrou que não tem preparo para defender um programa de governo. Nenhuma resposta objetiva às perguntas de Tralli e Renata, ele respondeu.
Quando perguntado, por exemplo, sobre se mudará idade minima, ele respondeu: “eu tenho que ter um plano”.
Exato. Na verdade, teria que ter um plano, mas na entrevista não soube apresentá-lo.
PLANO DE FRONTEIRA
O presidenciável também não soube explicar como envolveria os governos dos países latino-americanos em fronteira com o Brasil visando definir uma base de estrutura de segurança na celebração de participação de todos no combate ao narcotráfico.
SÍNTESE
Ronaldo Caiado se apresenta como candidato de perfil conservador e de ultra direita, faz de sua gestão no governo de Goiás como referência na segurança, educação e inovação, entretanto, na entrevista na Rede Globo ele desperdiçou excelente oportunidade de saber explicar convincentemente como adotaria políticas em mesmo nível no plano federal.
Não saiu do canto nesse quesito, mesmo apelando na última fala de despedida para o voto popular.
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“O olho que existe/ é o que vê”

