A indústria de mineração tem na água um recurso essencial para diversas etapas de sua atividade. Em regiões onde a disponibilidade hídrica é menor, como o Nordeste, a necessidade de reduzir o consumo e encontrar alternativas para o uso desse recurso vem levando o setor a buscar na tecnologia uma aliada.
O beneficiamento a seco, os sistemas de reúso e o aproveitamento da água da chuva são algumas das soluções adotadas para diminuir a dependência de novas captações.
Na Bahia, a Galvani utiliza essas diferentes estratégias em suas operações de mineração e produção de fertilizantes, com soluções que variam de acordo com as características de cada unidade.
Em Campo Alegre de Lourdes, onde funciona a Unidade de Mineração de Angico dos Dias (UMA), o beneficiamento da rocha fosfática é realizado totalmente a seco. A tecnologia elimina o uso de água na etapa de concentração mineral e dispensa a construção e a operação de barragens de rejeitos.
Na nova Unidade de Mineração de Irecê (UMI), ainda em implantação, a opção foi por um circuito fechado de água no beneficiamento da rocha fosfática. O sistema prevê o reaproveitamento do recurso no próprio processo, reduzindo a necessidade de novas captações.
A unidade também foi projetada para operar sem barragens de rejeitos. Materiais anteriormente descartados poderão ser aproveitados como corretivos agrícolas e retornar ao campo como novos insumos.
Já no Complexo Industrial de Luís Eduardo Magalhães (CILEM), no oeste baiano, a estratégia passa pelo aproveitamento da água da chuva. A unidade conta com uma estação de tratamento e um reservatório com capacidade para armazenar 73 mil metros cúbicos de água, que pode ser reutilizada nos processos industriais.
As três soluções mostram como diferentes tecnologias podem ser aplicadas ao mesmo desafio: reduzir a pressão sobre os recursos hídricos em uma atividade que depende da água em várias etapas de sua cadeia produtiva.
“Nosso compromisso é conectar o futuro da mineração e da produção de fertilizantes à preservação ambiental. Investimos em tecnologias que reduzem o consumo de água, eliminam barragens de rejeitos e transformam materiais antes descartados em novos insumos para a agricultura. Dessa forma, fortalecemos a resiliência das operações diante das mudanças climáticas e contribuímos para um modelo de desenvolvimento mais sustentável nos territórios onde atuamos”, afirma Christiano Brandão, gerente corporativo de Licenciamento, Meio Ambiente, Gestão Fundiária e Direitos Minerários da Galvani.
Sobre a Galvani
A Galvani é uma empresa 100% brasileira, especializada na produção e distribuição de fertilizantes. Com presença consolidada no setor há mais de 50 anos, operando em mineração, beneficiamento, industrialização e distribuição de fertilizantes fosfatados, é líder na região agrícola do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

