Nesta quinta-feira (30), os 15 Estados-membros do Conselho de Segurança da ONU, em Nova Iorque, reúnem-se na rodada inicial das straw polls, votações informais e secretas que medem o nível de apoio aos candidatos ao cargo de secretário-geral.
A sessão a ser realizada sem a presença de representantes de outros países, funciona como uma etapa para afunilar a lista antes da recomendação formal à Assembleia Geral.
Cada um dos integrantes do órgão máximo da paz e segurança internacional deposita sua avaliação para todos os candidatos baseado em três opções: incentivar, desencorajar ou sem opinião.
Maioria dos candidatos é da América Latina
A corrida para suceder António Guterres envolve sete nomes. Cinco deles são da América Latina.
Nessa lista de nomes, por ordem alfabética, estão Carolyn Rodrigues-Birkett da Guiana, que foi ministra das Relações Exteriores e embaixadora do seu país na ONU e, do Equador, María Fernanda Espinosa, que exerceu o cargo de ministra das Relações Exteriores e presidente da Assembleia Geral da ONU.
Na sequência está a chilena Michelle Bachelet, ex-presidente de seu país e ex-alta comissária para os Direitos Humanos; Rafael Grossi, atual diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea; e Rebeca Grynspan, ex-vice-presidente da Costa Rica e secretária-geral da ONU Comércio e Desenvolvimento, Unctad.
Do continente africano, figuram Macky Sall, do Senegal, ex-presidente do país, e do Uganda o agora anunciado veterano diplomata Olara Otunnu, ex-subsecretário-geral das Nações Unidas que atuou como representante especial para crianças e conflitos armados. A indicação dele foi formalizada no dia 24 de julho.
Antes dessa recomendação, os seis outros candidatos que disputam o cargo de próximo secretário-geral da ONU apresentaram suas visões para a organização em janeiro de 2027.
*Com ONUNEWS

