Carta aberta é voltada para os candidatos à Presidência da República alertando para essa questão decisiva, que pode impactar no futuro do desenvolvimento do país
Manifesto elaborado pela Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde (ABIHV), em conjunto com a Global Renewables Alliance (GRA), a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (ABRACE) e a Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (ABIAPE) faz um alerta à necessidade de tornar a energia no País mais competitiva, de forma a garantir novos investimentos e liderança industrial no mercado global.
Carta aberta é voltada para os candidatos à Presidência da República. De acordo com o presidente do Conselho de Administração da ABIHV, Luis Viga, embora o Brasil reúna recursos renováveis excepcionais, isso, por si só, não garante novos investimentos nem liderança industrial.
“Projetos intensivos em energia, como os de hidrogênio de baixo carbono, dependem de eletricidade competitiva, segurança regulatória e previsibilidade de longo prazo. A escalada dos custos sistêmicos, dos encargos e dos subsídios reduz a capacidade do país de transformar sua vantagem energética em vantagem econômica”, destaca.
Fernanda Delgado, CEO da ABIHV, explica que, para reverter esse cenário, as entidades propõem a Agenda Nacional de Competitividade Energética. “O objetivo é construir um ambiente em que os custos sejam transparentes, as regras sejam estáveis e o planejamento do sistema esteja conectado a uma estratégia de desenvolvimento industrial”, disse.
As entidades que propõem a agenda acreditam que a nova economia de baixo carbono será liderada pelos países capazes de entregar energia limpa de forma competitiva, confiável e previsível. O desafio do Brasil agora é transformar sua abundância energética em investimentos, indústria, empregos e desenvolvimento sustentável, defendem.
Custos
De acordo com as instituições, a competitividade da indústria brasileira esbarra no custo da energia. Entre 2024 e 2026, os contratos trimestrais no mercado livre subiram 121%, de R$ 143/MWh para R$ 317/MWh, enquanto a inflação acumulada no período foi de apenas 12%.
A volatilidade também aumentou, comprometendo o planejamento de consumidores eletrointensivos e elevando o risco para novos investimentos.
ABIHV, GRA, Abrace e ABIAPE defendem uma Agenda Nacional de Competitividade Energética, com mais previsibilidade regulatória, segurança jurídica, transparência na gestão dos custos sistêmicos e controle da expansão de encargos e subsídios.
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