Evento promovido nesta segunda-feira (25) pela Federação das Indústrias de Pernambuco debateu os impactos da ferrovia para a logística, a indústria e o desenvolvimento econômico do Estado e do Nordeste
A integração entre o Complexo Industrial Portuário de Suape e o trecho pernambucano da Ferrovia Transnordestina foi apontada, nesta segunda-feira (25), como estratégica para ampliar a competitividade de Pernambuco e fortalecer a infraestrutura logística do Nordeste.
O tema esteve no centro dos debates da terceira edição do Fórum Permanente de Infraestrutura de Pernambuco, promovido pela Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), que reuniu representantes do setor produtivo, especialistas, empresários e autoridades públicas.
Para o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, uma das autoridades que marcaram presença no evento, o trecho Salgueiro-Suape da Transnordestina é crucial para o futuro de Pernambuco. “A ferrovia representa uma oportunidade de geração de empregos, atração de investimentos e melhoria das condições sociais em Pernambuco”. Ainda segundo o gestor, a Sudene está finalizando novos estudos sobre a viabilidade da ferrovia no estado.
Na abertura do evento, o presidente da Fiepe, Bruno Veloso, defendeu a continuidade do debate sobre infraestrutura e desenvolvimento industrial no Estado, reforçando que “poucos projetos são tão estratégicos quanto a conexão entre Suape e a Transnordestina”.
Veloso ressaltou que Suape é um dos principais hubs logísticos e industriais do Brasil, com capacidade de atrair investimentos, agregar valor à produção industrial e ampliar a inserção de Pernambuco nas cadeias globais de negócios.
O gerente de Política Industrial da Fiepe, Maurício Laranjeira, apresentou dados sobre os impactos econômicos da ligação ferroviária para Pernambuco. Ele informou que o complexo portuário reúne cerca de 90 indústrias e aproximadamente 30 mil trabalhadores, e a conexão com a Transnordestina deverá ampliar a competitividade do Estado ao integrar Suape ao interior nordestino, à região do Matopiba e ao Centro-Oeste.
De acordo com estudos do Observatório da Indústria do Senai, destacados por Maurício, a expectativa é de que a Transnordestina gere impacto superior a R$ 9 bilhões na economia pernambucana, incluindo cerca de R$ 6 bilhões em investimentos ferroviários. Ele salientou, ainda, que o projeto pode reposicionar Pernambuco na disputa logística nacional e consolidar Suape entre os principais portos do País.
O presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, também reforçou a necessidade de união institucional em defesa do trecho pernambucano da ferrovia. Segundo ele, a Transnordestina deve ser tratada como uma agenda permanente de Estado, devido ao potencial de impacto econômico e social para as próximas gerações.
O fórum também foi marcado pela assinatura de um manifesto em defesa da retomada das obras do trecho pernambucano da Transnordestina. O documento foi assinado pela vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause, pelo presidente da Fiepe, Bruno Veloso, e pelo presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto.

