OPINIÃO WS – O novo momento global de Trump diante do poderio chinês e o papel diferenciado do Brasil na conjuntura

As atenções do mundo se voltam para a China com a chegada do presidente Donald Trump para nova rodada de negociações entre os dois países em que a expectativa é elevada pela tensão existente na atualidade pelo muitos fatores, entre os quais a ascensão chinesa crescente na economia e na geopolítica. Por incrível que pareça, essa conjuntura também abriga e favorece o Brasil diante do multilateralismo.

Trump chega na China com um grupo de grandes empresários da tecnologia buscando abrir espaços na agenda chinesa por estes
deterem avanços e domínio das terras raras fundamentais à produção tecnológica dos chineses.

NOVA GEOPOLÍTICA

As crises provocadas por Trump desde seu segundo mandato arrefeceu o predomínio americano na geopolítica global perdendo a aliança com a Europa e, diante da guerra inoportuna contra o Irã para satisfazer Israel, a crise interna americana faz o presidente americano chegar em Pequim sem o cacife de antes.

Há em curso, independentemente de torcidas, uma nova realidade na geopolítica global em que a existência da expansão do BRICS ameaça a hegemonia americana efetivamente com a queda da supremacia do dólar.

BRASIL PLURAL

A diplomacia brasileira tem conseguido impor políticas de efetivação da democracia e da soberania brasileira no trato dos diversos temas mais espinhosos da atualidade com performance diferenciada do presidente Lula muito além da excelente agenda com Trump na Casa Branca.

Lula sabe que na conjuntura tem a China como principal parceiro econômico, mesmo assim investe em atrair novos mercados como aconteceu com a Europa e o Mercosul, mas avança para ter grandes negócios com a Índia, Indonésia, Vietnã, Arábia Saudita, etc, isso para não ficar dependente da China.

Em síntese, a geopolítica global vai precisar muito do Brasil nas articulações de futuro, não só no campo econômico como de construção de políticas a consolidar o multilateralismo.

CELSO AMORIM

As aulas do Barão do Rio Branco tém sido aplicadas com sabedoria pelo Itamaraty na figura do Chanceler Mario Vieira, mas é preciso reconhecer o papel histórico de Celso Amorim na gestão do presidente Lula.

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Walter Santos

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