O Laboratório de Inteligência Artificial (Alia) do Instituto Atlântico – Instituto de Ciência e Tecnologia cearense – começa a funcionar no dia 14 de maio, em Fortaleza. A estrutura será voltada à resolução de problemas da indústria que demandam tecnologias de inteligência artificial.
O Alia atuará como um hub de pesquisa e desenvolvimento que ficará à disposição de universidades, empresas, startups e instituições de pesquisas que são parceiras do Atlântico.
O laboratório recebeu R$ 13 milhões em investimentos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, além de R$ 2 milhões aportados pelo próprio instituto.
Infraestrutura e pesquisa
A infraestrutura do espaço conta com tecnologia de GPUs, braços robóticos, robôs humanoides, drones, impressoras 3D e esteiras automatizadas com sensores. O objetivo é testar tecnologias e desenvolver algoritmos antes da aplicação em ambientes industriais.
“Este laboratório vai fortalecer a infraestrutura de pesquisa do Nordeste e do Brasil”, afirma Alex Monteiro, Gerente Executiva de Operação do Alia.
As pesquisas terão foco em setores como Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e Energia, incluindo estudos voltados à chamada “Green AI”, com foco na redução do consumo energético e otimização de modelos de inteligência artificial.
Parcerias
O Alia também atuará em parceria com instituições como o Instituto Euvaldo Lodi, a Universidade Estadual do Ceará, a Universidade Federal do Ceará, a Universidade Federal do Cariri e a Universidade Federal de Alagoas.
Outra frente prevista é a ampliação do apoio a grupos de pesquisa universitários e startups ligadas ao desenvolvimento de soluções em inteligência artificial para diferentes setores econômicos.
Segundo o Diretor de Inovação e Novos Negócios, Luiz Alves, o laboratório já conta com startups associadas e pretende ampliar o apoio a grupos de pesquisa para expandir o desenvolvimento e a aplicação da inteligência artificial em diferentes setores.

