Dados do Censo Demográfico 2022 divulgados pelo IBGE, nesta quinta-feira (12) mostram que há mais pessoas no Brasil morando em residências alugadas do que há 12 anos.
Entre as 5.570 cidades do país, apenas uma tem mais da metade da população morando mais em domicílios alugados do que próprios.
É o caso de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, em que 51,97% dos habitantes residem nessa condição. Em Mato Grosso também está a cidade de Campo Novo, que ocupa a 2ª posição, 47,47% morando de aluguel, seguido de Balneário de Camboriú (SC), na 4ª posição, com 45,15% e Nova Mutum , também em Mato Grosso, com 44,47% .
Nordeste
No Nordeste, cinco cidades aparecem entre as 100 no ranking do IBGE onde, percentualmente, as famílias moram de aluguel:
Na 27ª posição está Toritama, no Agreste pernambucano, com 36,98% da população morando de aluguel, seguida de Juazeiro do Norte (CE), na 34ª posição, com 35,96%.
Depois, aparecem Santa Cruz do Capibaribe (PE), na 43ª posição, com 35,25%; Patos (PB), na 50ª, com 34,66% da população e Coremas (PB), na 89ª, com 32.6% morando em aluguel.
Brasil
De uma forma geral, em 2022, a proporção de brasileiros que viviam em domicílios alugados manteve a trajetória de crescimento e chegou a 20,9% da população. Em 2000, essa parcela era de 12,3% e, em 2010, de 16,4%.
Ainda assim, há um considerável predomínio dos domicílios próprios, com 72,7% da população brasileira residido em domicílios de propriedade de algum dos moradores (já pago, herdado, ganho ou ainda pagando). Já 5,6% da população vivia em domicílios cedidos ou emprestados (por empregador, familiar ou outra forma) e 0,8% em outras condições de ocupação.

