O Instituto Clima e Sociedade (iCS) vai acompanhar debates essenciais para a implementação da agenda climática do país e do mundo, na 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), que será realizada entre os dias 9 e 20 de novembro, em Antalya, na Turquia.
Entre os principais temas que serão discutidos pelo iCS estão a adaptação climática, comércio e investimentos verdes, bioeconomia e florestas, além de diversos outros que contribuem para o avanço das soluções climáticas.
Um dos tópicos é a adaptação ao combate à crise ambiental, que tem como foco a necessidade de se produzir e integrar dados climáticos para o setor financeiro, a agricultura e os governos subnacionais. O objetivo é tornar possível acompanhar, corrigir e aprimorar decisões que precisam ser implementadas ao longo das décadas.
Segundo a diretora-executiva do iCS, Maria Netto, a conferência é uma oportunidade para demonstrar o andamento das iniciativas lançadas em Belém no ano passado.
“O Brasil tem muito a contribuir nesse processo, tanto por sua experiência na redução do desmatamento quanto por sua capacidade de desenvolver soluções que conectam conservação, desenvolvimento econômico e financiamento climático”, avalia Maria Netto.
Restauração florestal se apresenta como novo setor econômico para o Brasil
O instituto também tem como uma das pautas os corredores de cooperação Sul-Sul, que podem aproximar cadeias produtivas, padrões técnicos e financiamento. Os Global Majority Corridors conectam conhecimentos, capacidades, tecnologias e investimentos para enfrentar desafios compartilhados de clima e desenvolvimento. O conceito propõe parcerias contínuas para adaptar soluções às realidades locais, ampliar sua escala e transformar a cooperação Sul-Sul em iniciativas concretas.
Na agenda de bioeconomia e florestas, as conversas envolvem a restauração florestal como novo setor econômico e as políticas inovadoras brasileiras, como Planaveg, Fundo Clima e Eco Invest Brasil.
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