Cheguei… e SEXTOU! Só que em Brasília e em Assunção ninguém vai sair mais cedo hoje. No Paraguai, Santiago Peña pediu demissão e o Congresso respondeu: “aqui ninguém sai sem julgamento”. Hoje, às 10h, o Senado julga o presidente por causa de um banco. Literalmente: um banco levou o presidente ao banco dos réus
Spoiler da casa: a Ativaweb DataLab está fechando um estudo inédito sobre o movimento dos líderes da direita e da esquerda no mundo. Trump perdeu o Congresso, Peña balança, Lula volta ao palco global na COP31. O mapa está mudando, e o dado vai mostrar para onde. Vem novidade por aí.
No Brasil, Lula estreou como meteorologista político: Pé-frio, derrotou o Trump. Flávio, de Miami, contou ao New York Times que a rota da viagem ele leva para o túmulo.
Enquanto isso, o dólar fechou em R$ 5,48 e Lula descobriu o vocabulário favorito da Faria Lima: responsabilidade fiscal.
No STF, o DF corre atrás de R$ 2,2 BILHÕES do caso Master, Fachin mantém o cunhado de Vorcaro preso, Mendonça manda um investigado do INSS para casa e Dino chama patrões e sindicatos para negociar a 6×1. No TSE, a chapa reeleita vira ré de ação.
Resumo da manhã: no Paraguai, até pedir demissão exige quórum. No Brasil, até ganhar eleição exige defesa
PLACAR DO DIA
Em alta: o discurso fiscal no Planalto
Em queda: a direita trumpista na América do Sul
Assunto dominante: Paraguai, o impeachment em 24 horas
Maior velocidade: Lula × Flávio, da live ao New York Times
Potencial de explosão: caso Master, agora com o DF cobrando a conta
Disputa do dia: mercado × promessas de campanha
PRINCIPAIS MOVIMENTOS DO DIA*
PARAGUAI: PEÑA RENUNCIA, O CONGRESSO RECUSA E O JULGAMENTO É HOJE
A quebra do Ueno Bank, banco digital com cerca de 3 MILHÕES de clientes num país de 6,5 milhões, derrubou o presidente do BC na terça. Na quinta, Peña, que foi sócio do banco até 2025, renunciou em vídeo. A Câmara aprovou o impeachment por 78 a 0, a sessão sobre a renúncia caiu por falta de quórum, e o Senado se instalou como tribunal.
O julgamento segue hoje às 10h (horário local); a cassação exige 30 dos 45 senadores. A suspeita sobre o banco ainda é investigação. Peña pediu desculpas, disse que se defenderá _”com argumentos e provas”_ e que o pagamento aos clientes não pode depender do destino dele.
Segundo a CNN, o Planalto vê a saída como _”novo revés da direita”_ alinhada a Trump, mas evita se manifestar e acompanha fronteira e Itaipu.
Peña tentou sair pela porta da frente. O Congresso trancou e disse que a saída agora é pelo tribunal
LULA × FLÁVIO: O “PÉ-FRIO” E O SEGREDO DO TÚMULO
Em live com André Janones (Rede-MG) na noite de quinta, Lula disse que Flávio _”foi lá para pegar proteção”_ e que _”vai ter que voltar para o Brasil”_ para responder aos processos.
Ao New York Times, Flávio negou ter fugido e qualquer ajuda: _”Foi tudo obra minha”_. Disse que levará os detalhes _”para o túmulo”_, que perdeu _”para o sistema”_ e que, se houver nova eleição, será candidato. Na semana passada, Jason Miller, aliado de Trump, confirmou ao Metrópoles que providenciou o jatinho. Flávio não respondeu ao “pé-frio”.
Lula escolheu a live para falar com a base; Flávio escolheu o New York Times para falar com os EUA. Cada um fala para a plateia que precisa.
Flávio garante que fez tudo sozinho. Só o jatinho, a autorização de entrada e o aliado de Trump é que vieram de brinde
EDUARDO: “ESTOU 100% LEGAL AQUI”
Ao influenciador Joey Mannarino, Eduardo Bolsonaro disse não temer ter de deixar os EUA após a vitória democrata. _”Não cabe ao Congresso, nos EUA, [revogar vistos ou cidadanias]”_, afirmou, e acrescentou que ele, o irmão e a família estão _”100% legal”_ no país.
Eduardo admite que os democratas _”vão tentar”_ medidas contra eles. Quem decide visto, de fato, é o Executivo de Trump.
O clã aposta na Casa Branca contra o Capitólio, mas a partir de janeiro o Congresso controla orçamento e investigações.
Eduardo leu a Constituição americana mais rápido do que muita gente lê o regimento da Câmara
LULA DESCOBRE O PLANILHÊS:
“ECONOMIA DESORDENADA” NÃO ATRAI NINGUÉM
Em reunião no Planalto, Lula disse que _”ninguém vai querer vir fazer investimento numa economia totalmente desordenada”_ e defendeu seriedade fiscal. O pano de fundo: Copom segurou a Selic em 13,75%, a Bolsa perdeu mais de 30 mil pontos desde a eleição e o dólar fechou em R$ 5,48.
A reunião terminou sem pacote. Lula fala em rede nacional no domingo (8), sem detalhar medidas, e o anúncio ficou para depois da viagem à Turquia e às Filipinas.
O 4º mandato começa sendo avaliado pela planilha antes de ser avaliado pela urna.
Na campanha, o dólar era detalhe. No pós-eleição, virou o ministro mais ouvido de Brasília
MINISTÉRIO DA SEGURANÇA: A MP SAI DO PAPEL HOJE?
Lula reúne nesta sexta o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e a área econômica para discutir a medida provisória que cria o Ministério da Segurança Pública.
A promessa de campanha foi ligada à PEC da Segurança, aprovada por unanimidade no Senado na terça e pronta para promulgação. _”A criação desse ministério é uma reivindicação da sociedade brasileira”_, disse Lula.
Segurança é a pauta onde a oposição é mais forte; criar o ministério é a tentativa de o governo disputar esse terreno.
Brasília vai criar um ministério para cuidar da segurança. O desafio é dar segurança de que ele sai do PowerPoint
CASO MASTER: O DF COBRA A CONTA E FACHIN SEGURA O CUNHADO
A Procuradoria-Geral do DF pediu a Edson Fachin que preserve ativos do Master ligados aos R$ 12,2 BILHÕES repassados pelo BRB e transfira ao banco público R$ 2,2 bilhões bloqueados de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. O DF quer o BRB reconhecido como vítima; as reportagens não trazem resposta das defesas.
Na mesma noite, Fachin negou domiciliar a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e apontado como operador financeiro, por risco à investigação. A defesa alegou que ele, preso desde março, ainda não conhece os filhos gêmeos.
O Master deixou de ser só caso de polícia: virou disputa por dinheiro público e por quem é vítima e quem é sócio.
O BRB quer ser reconhecido como vítima. Tudo bem, mas foi uma vítima que fez transferência de R$ 12,2 bilhões
INSS: CAMISOTTI SAI DA CADEIA, MAS NÃO DA TORNOZELEIRA
André Mendonça converteu em domiciliar a prisão de Maurício Camisotti, preso desde setembro de 2025, com tornozeleira e proibição de contato com outros investigados. Investigadores suspeitam que ele movimentou cerca de R$ 1 bilhão por meio de associações.
Ele negocia delação com a PF e a PGR, ainda não fechada. A defesa diz que ele não obstruiu as investigações e que _”a custódia cautelar não pode, jamais, se transmutar em antecipação de pena”_.
Se a delação sair, o caso INSS ganha um narrador de dentro.
Sem piada neste item: aposentado descontado não tem graça
TSE ABRE AÇÃO DO NOVO CONTRA LULA E ALCKMIN
O corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, admitiu a ação do Novo que acusa a chapa de abuso de poder político com 35 medidas de governo em 2026, 12 delas durante a campanha. O partido pede cassação e inelegibilidade por 8 anos.
Lula e Alckmin têm 5 dias para se defender após a notificação; a campanha ainda não comentou. Em outubro, Lula disse que não deixaria de dar benefícios por causa da eleição. Admitir a ação não é julgar o mérito.
A eleição acabou na urna, mas segue no tribunal, e quem vence o enquadramento das notícias ganha a narrativa até lá.
No Brasil, a reeleição vem com brinde: um prazo de cinco dias para defesa
BASTIDORES DE BRASÍLIA
• 6×1 no STF: Dino marcou audiência de conciliação para 10/11, às 14h. A CNC quer adiar para outubro de 2027, a CNI pede mais um ano; a nova escala vale em 15/12 e Luiz Marinho promete decreto na segunda com ao menos 8 folgas por mês.
• *COP31: Lula embarca na segunda (9) para Antália, na Turquia, e segue para Filipinas e cúpula da ASEAN. É o primeiro palco mundial após a reeleição; volta em 16/11.
• Paraguai no radar: o Itamaraty trata a crise como assunto interno, mas Itaipu e a fronteira entram na conta.
• Fazenda sob holofote: com pacote fiscal adiado, Dario Durigan vai ouvir economistas e mercado antes de levar propostas a Lula.
LEITURA ESTRATÉGICA ATIVAWEB
🔹 Eleitoral: a eleição acabou, mas não terminou: Flávio contesta, o Novo processa e o TSE abre prazo.
🔹 Digital: Lula fala na live com Janones; Flávio fala no New York Times. Um mira engajamento, o outro mira legitimidade internacional.
🔹 Narrativo: “pé-frio”, “túmulo” e “sistema” são as palavras do dia. A disputa agora é sobre quem conta a história da derrota.
🔹 Institucional: STF, TSE e Congresso paraguaio ditam o ritmo, e todos com prazo correndo.
🔹 Eixo do dia, bancos: Ueno no Paraguai, Master no Brasil. Quando banco quebra, a política vai junto pedir a conta.
Semana de bancos na América do Sul: lá derrubou presidente, aqui derrubou o sossego de muita gente
ALERTA ATIVAWEB
Velocidade não é veredito. Em 24 horas, o Paraguai viu renúncia, impeachment e tribunal; no Brasil, ação admitida já circula como “cassação” e prisão domiciliar como “soltura”. Nas redes, a versão mais rápida costuma ganhar da mais correta.
Regra do dia: ação admitida não é cassação, suspeita não é condenação, domiciliar não é absolvição e live não é prova. O dado separa o que aconteceu do que se quer que tenha acontecido.
📊 Pesquisa mede intenção. Digital mede atenção e interação. 🗳️ Urna mede voto. Correlação não é conclusão.
FECHAMENTO
A história desta sexta é bancos derrubam presidentes.
No Paraguai, um banco digital levou o presidente ao banco dos réus. No Brasil, Lula ironiza o “pé-frio”, Flávio guarda segredo para o túmulo e Eduardo jura estar 100% legal.
Enquanto isso, o mercado cobra, o Master cobra e o TSE abre prazo. A eleição terminou na urna, mas a conta ainda está chegando.
Faltam 60 dias para a posse, em 5 de janeiro de 2027.
Sextou, mas o dado não tira folga: o estudo inédito da Ativaweb sobre os líderes da direita e da esquerda no mundo está chegando.
O vizinho pediu para sair. O Brasil pediu para esperar. E o dado, como sempre, pediu para conferir
Alek Maracajá
Cientista de Dados | Ativaweb DataLab
https://www.instagram.com/datalab_ativaweb

