ATENÇÃO, ATENÇÃO, NÃO PARE DE LER! Cheguei… e o Big Data passou a madrugada lendo dois países ao mesmo tempo.
Nos EUA, o tsunami democrata levou Câmara e Senado; Trump culpou a guerra do Irã e avisou que “faria novamente”. No Brasil, tem gente que continua mandando “help” para Washington. Detalhe: o novo Congresso americano agora quer investigar justamente quem atravessou a fronteira pedindo socorro
ENTENDA …. Dado não tem lado, tem método. No sábado antes da urna, o Índice de Popularidade Digital Eleitoral (IPDE) da Ativaweb marcou Lula 55,6 × Flávio 44,4, enquanto sete de oito institutos apontavam o contrário. A urna deu 51,78% para Lula: o dado acertou a direção antes do placar.
Em Brasília, Flávio vota de Miami e Randolfe quer anular o voto, o PL lança Rogério Marinho com a anistia na bandeira, Fonteles leva fogo amigo do PT na disputa pela Fazenda e a maioridade penal travou na Câmara.
Resumo da manhã: Washington mudou de cor, Brasília mudou de assunto, e o pedido de “help” continua sem resposta
“Big Data não é bola de cristal. É uma lanterna: não mostra o fim da estrada, mas mostra para onde ela vira antes de você chegar na curva.” — Alek Maracajá
Os pedidos de “help” chegaram aos EUA. O problema é que a caixa de entrada agora é do Congresso democrata
PRINCIPAIS MOVIMENTOS DO DIA
TSUNAMI DEMOCRATA: TRUMP PERDE O CONGRESSO E O SPEAKER PEDE PARA SAIR
Os democratas passaram de 50 cadeiras no Senado e de 218 na Câmara e assumem as duas Casas em 3 de janeiro. Trump disse ser “majoritariamente verdadeiro” que a guerra do Irã custou a eleição, mas que faria tudo de novo.
Nesta manhã, a imprensa americana informou que Mike Johnson deixará a presidência da Câmara e não disputará a liderança da minoria. O governo Lula comemorou a “onda azul” e avalia os efeitos na relação com os EUA.
Com orçamento, nomeações e investigações nas mãos da oposição, Trump deve buscar na política externa o palco que perdeu em casa
Trump disse que, se estivesse na cédula, teria ganhado. É o primeiro político que perde até a eleição em que não concorreu
EDUARDO E FLÁVIO ENTRAM NO RADAR DO NOVO CONGRESSO AMERICANO
A deputada democrata Pramila Jayapal prometeu investigar uma possível participação do governo dos EUA na saída de Flávio do Brasil e a atuação da Meta na eleição brasileira. 25 congressistas enviaram a Marco Rubio uma carta com 15 perguntas, com prazo até 13/11.
O Congresso não pode deportar ninguém: vistos são competência do Executivo. Trump já disse que Flávio pode ficar “o tempo que quiser”; Eduardo tem green card desde julho.
A hashtag #DeportTheBolsonaros chegou aos assuntos mais comentados do X no Brasil. Até o fechamento, os dois não haviam comentado.
O exílio que se apoiava na Casa Branca agora tem de conviver com um Capitólio de oposição. Pediram “help” ao Trump e receberam um questionário do Congresso. Nos EUA, socorro vem com prazo de resposta
FLÁVIO VOTA DE MIAMI E RANDOLFE PEDE ANULAÇÃO
Nos EUA, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) votou remotamente a favor da PEC da Segurança e contra a separação da maioridade penal, aprovada por 38 a 36. Randolfe Rodrigues (PT-AP) alega que ele saiu do país sem comunicar a Mesa e pediu a anulação do voto.
Davi Alcolumbre lembrou que a sessão era semipresencial e disse que vai analisar o pedido. Segundo bolsonaristas ouvidos pelo Metrópoles, ele também sinalizou que segurará os pedidos de cassação. Flávio não comentou.
O mandato de Flávio virou moeda na eleição da Mesa: quem o protege, ganha a bancada.
Flávio inaugurou o senador por Wi-Fi. Só falta o Senado criar o ponto eletrônico com fuso horário
PL LANÇA MARINHO: “NÃO SEREMOS OMISSOS”
O PL oficializou Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, para presidir o Senado, com anistia aos condenados do 8 de Janeiro e impeachment de ministros do STF entre as prioridades. Flávio chamou a candidatura de “nossa trincheira”.
Marinho diz ter “mais de 40 votos”; são precisos 41. Ele acusa Alcolumbre de “cooptar” votos “com verbas, com vantagens e com atalhos”. Alcolumbre, que tem sinais de MDB, PSD, PT, União e PP, não respondeu à acusação. A eleição é em *1º de fevereiro*.
A direita chega com bandeira clara, mas ainda dividida: Tereza Cristina (PP-MS) também disputa os mesmos votos.
Em Brasília, “mais de 40 votos” é a contagem antes do café. Depois do almoço, a conta costuma mudar
FONTELES SOB FOGO AMIGO NA CORRIDA PELA FAZENDA
Segundo a Folha, auxiliares do Planalto resistem ao governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT). Os argumentos: ele teria de renunciar ao governo e viraria um ministro “indemissível”, ainda não foi testado em Brasília e teria se reunido com o mercado antes da hora.
Lula avalia também Geraldo Alckmin e Camilo Santana; Haddad aparece cotado para a Casa Civil e Dario Durigan tenta se firmar. Fonteles nega reuniões com empresários e diz não ter discutido cargos com Lula.
A escolha da Fazenda vai ser o primeiro recado do 4º mandato para o mercado e para o próprio PT.
No PT, o fogo amigo é tão pontual que já chega antes do convite
MAIORIDADE PENAL: IMPASSE SOBRE O ALCANCE
Alcolumbre adiou a votação no Senado a pedido de Hugo Motta, e a Câmara analisa primeiro a PEC, debatida desde 2015. A oposição quer 16 anos para todos os crimes e 14 para hediondos; governistas aceitam 16 só para hediondos.
O relator, Mendonça Filho, fala em “abertura mínima” e sugere um regime penal juvenil inspirado na França. São precisos 308 votos, e Motta deve pautar o tema até o fim do mês. Na CNN, Caio Junqueira avalia que governo e PT ganham tempo para esfriar o debate.
Quem controlar o calendário controla a narrativa da segurança até a posse.
Uma PEC de 2015 que ainda não decidiu a própria idade. Essa já passou da maioridade há tempos
CASO MASTER: FACHIN DÁ 15 DIAS À PGR
O presidente do STF, Edson Fachin, deu 15 dias para a PGR se manifestar sobre o relatório da PF que indiciou 15 pessoas, entre elas Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.
A PF aponta gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e organização criminosa ligadas a R$ 12,2 BILHÕES em créditos considerados fictícios. Indiciamento não é condenação; a reportagem não traz manifestação das defesas.
A bola agora está com a PGR, que decide se o caso vira denúncia.
R$ 12,2 bilhões em crédito fictício. Até o Monopoly pediria auditoria
ASSÉDIO ELEITORAL: 4.595 DENÚNCIAS NO MPT
O Ministério Público do Trabalho soma 4.595 denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2026; 2.658 chegaram depois do 2º turno, 57% do total. Lideram São Paulo (878), Minas Gerais (546) e Paraná (445).
O TRT-1 mandou apagar um vídeo que incentivava patrões a demitir eleitores de Lula. Denúncia não é caso comprovado, e demissão por discriminação política é anulada pela Justiça do Trabalho.
A polarização saiu da timeline e entrou no RH.
Sem piada neste item: o tema é sério
BASTIDORES DE BRASÍLIA
• Washington virou variável doméstica: o Congresso democrata muda o cálculo de quem apostava em Trump.
• Mandato em jogo: Alcolumbre protege Flávio e corteja o PL; Randolfe cobra o regimento.
• Senado em duas frentes: Marinho com anistia e STF, Tereza Cristina na mesma raia, Alcolumbre com o centro.
• Fazenda em aberto: Fonteles, Alckmin e Camilo disputam o posto mais observado do novo governo.
• Segurança em ritmo lento: a PEC passou, a maioridade ficou para a Câmara decidir.
LEITURA ESTRATÉGICA ATIVAWEB
🔹 Eleitoral: a midterm mostrou que guerra e gasolina pesam mais que lealdade, e o bolsonarismo perdeu o fiador externo.
🔹 Digital: 3,28 milhões de menções pedindo socorro e uma hashtag pedindo deportação: o mesmo tema, dois exércitos digitais.
🔹 Narrativo: “trincheira”, “fogo amigo” e “tsunami” são as palavras do dia; a política fala em metáfora de guerra.
🔹 Institucional: Senado, Câmara e STF ditam o ritmo da transição antes da posse.
🔹 Eixo do dia, EUA: quem pediu ajuda a Washington agora precisa de ajuda em Washington.
O Brasil acompanhou a eleição americana como final de Copa. Só esqueceu que lá não tem VAR para o Congresso
ALERTA ATIVAWEB
Hashtag em alta não é política de Estado. #DeportTheBolsonaros entre os mais comentados mede atenção, não decisão: quem decide visto é o Executivo americano. Do mesmo jeito, *3,28 milhões* de menções pedindo “help” medem mobilização, não representação.
O IPDE acertou a direção da urna, mas não o tamanho. A lição vale para hoje: o digital antecipa movimento, não entrega resultado.
Pesquisa mede intenção. 📱 Digital mede atenção e interação. 🗳️ Urna mede voto. Correlação não é conclusão.
FECHAMENTO
A história desta quinta é Washington vira página.
Os democratas tomaram o Congresso, Trump culpou a guerra e o novo Capitólio quer explicações sobre Flávio e Eduardo. O pedido de socorro mudou de endereço e de clima.
Em Brasília, Flávio vota de longe, Marinho monta trincheira, Fonteles leva fogo amigo e a maioridade espera a Câmara. O pós-eleição já é pré-2027.
Faltam 61 dias para a posse, em 5 de janeiro de 2027.
O Big Data leu antes. A urna confirmou. E Washington, agora, também está fazendo perguntas
Alek Maracajá
Cientista de Dados | Ativaweb DataLab
https://www.instagram.com/datalab_ativaweb

