Governo anuncia reajuste do Bolsa Família a partir de outubro

O Governo Lula anunciou nesta quinta-feira (17), um aumento de 15% no Bolsa Família. O piso do programa, que é de R$ 600, passa para R$ 691, a partir do dia 1 de outubro. O reajuste foi o primeiro realizado neste mandato do presidente. 

O anúncio foi feito no Palácio do Planalto, com a presença de ministros, apenas 17 dias antes do 1º turno das eleições para presidência do país. 

O benefício médio deve passar de R$ 675 para R$ 777, de acordo com o Ministério do Planejamento. A mudança de valor acompanha a correção pela inflação desde junho de 2023, quando foi oficialmente renomeado com Bolsa Família, após a pandemia.

Custos

O aumento custará aos cofres públicos cerca de R$ 5,8 bilhões neste ano, a partir de outubro, informou o governo Lula. 

“Há espaço fiscal para conceder o reajuste”, disse o ministro Moretti, durante a reunião transmitida ao vivo. Segundo ele, para 2027, o custo ficará em torno de R$ 22 bilhões.

O ministro do Planejamento afirmou que o reajuste do Bolsa Família será financiado com recursos economizados após a redução da fila do INSS, sem aumento das despesas totais do governo. 

“Isso está sendo feito sem nenhuma variação adicional da despesa total nossa. Está sendo feito dentro do nosso espaço fiscal e com absoluta responsabilidade”, declarou. 

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, explicou que o aumento corresponde à recomposição da inflação, prevista em lei. 

Ainda segundo o chefe da pasta, a modernização do cadastro social promovida pelo governo, especialmente no combate a fraudes, aumentou a eficiência dos programas sociais.

De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a inflação de alimentos foi de 12 a 13% durante o governo Lula, o que justifica o reajuste do programa social em 15%. 

Segundo o ministro, o Bolsa Família atendia 22 milhões de beneficiários quando o atual governo assumiu, com despesas equivalentes a cerca de 1,5% do PIB. Para 2027, a previsão é que os pagamentos representem até 1,25% do PIB.

Último reajuste

Em 2022, meses antes das eleições, o então presidente Jair Bolsonaro aumentou o benefício de R$ 400 para R$ 600, por meio da PEC batizada de “Kamikaze”. O reajuste de 50% foi pago entre agosto e dezembro daquele ano.

Durante sua gestão, o programa passou a se chamar Auxílio Brasil. Em 2023, Lula retomou o nome Bolsa Família e manteve o valor de R$ 600 ao assumir a Presidência.

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Ana Júlia Silva

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