MP: Empresa de produtora de Dark Horse ocultou de contrato nome de ‘integrante relevante do PCC’

Documento assinado por Karina Gama, produtora do filme sobre Bolsonaro, previa atuação no Wi-Fi Livre SP

Por Juliana Dal Piva e Cleber Lourenço

 

A dona da produtora Go UP, Karina Gama, que também é a presidente do Instituto Conhecer Brasil assinou em 2024 um contrato de R$ 12 milhões com Alex Leandro Bispo dos Santos, dono da Favela Conectada Serviço e Tecnologia Ltda, até fevereiro deste ano. Santos foi apontado pelo ministro Flávio Dino, na Operação Make Up, como “integrante relevante do PCC” e responde por feminicídio.

Nas investigações, o Ministério Público de São Paulo apontava que o contrato original entre Santos e Gama foi apresentado “com ausência de dados essenciais de qualificação do representante da empresa, identificado apenas como “Alex”, posteriormente apontado como Alex Leandro Bispo dos Santos”. Ele precisou ser refeito posteriormente para a contratação. O MP-SP ainda diz que, após a prisão de Santos, por feminicídio, a “empresa teria sido formalmente transferida a Tatiane Camargo de Oliveira Fernandes, residente no mesmo endereço do antigo sócio, sem alteração substancial na execução das atividades empresariais, havendo suspeita de blindagem patrimonial e ocultação de pessoas”. O contrato de Santos, porém, não tem relação direta com o filme Dark Horse.

O documento, identificado como CPS 0015/2024, é uma das peças centrais nas investigações que levaram à Operação Make Up, deflagrada pela Polícia Federal na semana passada. No contrato, ao qual o ICL Notíciasteve acesso, está descrito, em detalhes, que Karina Gama contratou a empresa de Santos para participar de um edital da prefeitura de São Paulo.

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Walter Santos

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