Presidente da Petrobras afirma que vai ampliar o refino de petróleo com intervenções no Nordeste

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou nesta sexta-feira (7) duas medidas que reforçam o papel do Nordeste na estratégia de expansão do parque de refino da estatal: a companhia manterá os planos de ampliar sua capacidade com ou sem a recompra da Refinaria de Mataripe, na Bahia, e já avalia uma nova ampliação da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, além das intervenções que já estão em execução.

“Vamos ampliar o refino com ou sem Mataripe. Esperamos que seja com Mataripe, mas, para isso, vamos ter que contar com um preço adequado ao valor de mercado do ativo”, disse Magda, ao apresentar os resultados da estatal no segundo trimestre.

Atualmente a refinaria baiana pertence à Acelen, empresa controlada pelo fundo Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos. A estatal já chegou a iniciar conversas e um processo de due diligence na tentativa de recomprar a propriedade, ainda na gestão de Jean Paul Prates. 

As negociações não foram para frente na gestão de Magda Chambriard. No entanto, não é a primeira vez que a executiva sugere recomprar a unidade com um preço mais baixo do que o ofertado. 

Refino

Durante a coletiva que apresentou os resultados da estatal, o diretor de processos industriais e produtos da estatal, William França, detalhou que, atualmente, o parque de refino da Petrobras é capaz de produzir 700 mil bpd (barris de diesel por dia), número que deveria ser ampliado para 970 mil bpd até 2030, mas que se quer acelerar para chegar a 1,25 milhão bpd em 2031. Seria este o número mágico da autossuficiência, segundo França.

O diretor também explicou que a Petrobras deve realizar ampliações na refinaria pernambucana, a Rnest, que tem sido o principal motor de incremento de produção de diesel. 

“Estamos estudando uma nova ampliação da Rnest. Tem como, com o mesmo hardware e com o desengargalamento do topo das destilações, subir mais a carga”, disse França. 

O melhoramento será adicionado às obras que englobam a modernização do trem 1 da unidade e a construção do trem 2, que já estão em andamento na Rnest. As mudanças vão dobrar a capacidade da planta a 260 mil barris por dia até 2029 sob investimento de R$ 12 bilhões. 

Autossuficiência na demanda de diesel

A executiva também esclareceu que a meta de produzir 85% da demanda nacional de diesel até 2030 será revisto para autossuficiência (100%) no Plano Estratégico do quinquênio até 2031, a ser divulgado em novembro deste ano.

 

 

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Ana Júlia Silva

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