Presidente Vital do Rêgo lança em Brasília livro sobre sua trajetória no TCU

Ainda repercute no fim-de-semana o fato do presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, ter lançado na última quarta-feira (1º/7), o livro Uma escolha de vida: trajetória no Tribunal de Contas da União.

A obra marca os dez anos de atuação do ministro na Corte de Contas e apresenta reflexão pessoal sobre a decisão de deixar o Senado Federal para assumir uma vaga no Tribunal. A solenidade aconteceu na sede do TCU, em Brasília.

Vital do Rêgo define essa escolha como a mais importante e também a mais difícil de sua vida pública. A mudança, segundo ele, não representou apenas a renúncia a uma carreira política, mas a transformação de uma história construída ao longo de décadas e profundamente ligada à trajetória de sua família.

“Este livro conta a história de um parlamentar que, de uma hora para outra, foi chamado a vir para o TCU. Muitas vezes eu me perguntei: será que essa escolha vai dar certo? Um dos meus amigos mais destacados, o ministro Bruno Dantas, tinha chegado ao Tribunal seis meses antes de mim. Então eu perguntei:”Bruno, como é lá? Vale a pena?”. Ele respondeu:”Vale. Em seis meses, eu já percebi que vale”, afirmou o presidente do TCU.

No livro, o ministro relembra a influência do pai, Vital do Rêgo, da mãe, Nilda Gondim, e do avô materno, Pedro Moreno Gondim, em sua formação pública. Ele também aborda as marcas deixadas pela ditadura militar na família, especialmente após a cassação dos direitos políticos do pai e do avô pelo Ato Institucional nº 5 (AI- 5).

Um dos pontos centrais da obra é a defesa de um TCU mais pedagógico, capaz de orientar gestores públicos e ajudar a prevenir erros. Para o ministro, o Tribunal deve atuar com firmeza diante de irregularidades graves, mas também precisa ensinar, simplificar a linguagem e se comunicar melhor com a sociedade.

Ao longo do livro, Vital do Rêgo apresenta processos e temas que marcaram sua atuação no TCU, como contas do governo, renúncia de receitas, obras paralisadas, saúde pública, desburocratização, desestatizações, consensualismo e participação cidadã. Mais do que uma reunião de decisões e análises técnicas, a obra busca mostrar como o controle externo pode contribuir para resolver problemas reais do país.

O prefácio é assinado por José Sarney, que destaca a dimensão institucional da obra e o papel do TCU no fortalecimento da democracia.

Em”Uma escolha de vida¿, Vital do Rêgo apresenta o TCU como uma instituição formada por pessoas e voltada para pessoas. A mensagem que permeia a obra é a de que fiscalizar o dinheiro público também significa cuidar de direitos, de oportunidades e da qualidade de vida da população brasileira.

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Walter Santos

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