A chinesa Windey Energy deu mais um passo em sua estratégia de expansão no Brasil ao anunciar um investimento de R$ 100 milhões para implantar, em Camaçari (BA), sua primeira fábrica brasileira de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). A unidade terá capacidade produtiva estimada em 1,5 GWh por ano e deverá iniciar as operações no primeiro semestre de 2027.
O anúncio reforça a aposta da companhia na Bahia, onde instalou, em 2025, seu primeiro escritório no país. Agora, a empresa avança para a etapa industrial em um momento considerado decisivo para o mercado nacional de armazenamento de energia.
A movimentação ocorre poucos dias após o Ministério de Minas e Energia (MME) definir as regras e o cronograma dos primeiros leilões brasileiros voltados a sistemas de armazenamento em baterias, previstos para dezembro deste ano. Um dos certames será direcionado a projetos com conteúdo nacional, criando oportunidades para fabricantes que decidirem produzir localmente.
A nova planta será instalada no Polo Industrial de Camaçari. Segundo a empresa, a estrutura física já está disponível e passará por adaptações para receber as linhas de montagem, integração, testes e comissionamento dos sistemas.
A estratégia da Windey também inclui a obtenção do Credenciamento de Fornecedores Informatizado (CFI), mecanismo utilizado pelo BNDES para habilitar produtos ao Código Finame. A certificação é considerada fundamental para ampliar o acesso dos futuros clientes às linhas de financiamento e para atender aos requisitos de nacionalização exigidos em parte dos leilões.
Mercado em expansão
O investimento posiciona a Bahia entre os estados que buscam atrair a nascente cadeia produtiva brasileira de armazenamento de energia, segmento visto como essencial para aumentar a flexibilidade do sistema elétrico e ampliar a integração de fontes renováveis, especialmente eólica e solar.
“A definição dos primeiros leilões de armazenamento cria um sinal importante para o mercado e estimula investimentos industriais voltados à nacionalização da cadeia produtiva”, informou a empresa em comunicado sobre o projeto.
A expectativa do setor é que os certames previstos para dezembro acelerem a entrada de novos fornecedores e consolidem o armazenamento em baterias como um dos principais vetores da próxima etapa da transição energética brasileira.

