A partir desta sexta-feira (5), o governo dos EUA passam a tratar as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho) como “Organizações Terroristas Estrangeiras” .
Essa é a etapa que faltava desde o anúncio feito pelo Departamento de Estado dos EUA, em 28 de maio, quando as duas facções já haviam sido enquadradas como “Terroristas Globais Especialmente Designados”, classificação que passou a valer de imediato.
Na prática, as duas classificações viabilizam congelamento de ativos, proíbem transações com os grupos designados, vetam a entrada de integrantes nos EUA, que podem ser deportados, e obrigam instituições financeiras americanas a reportar fundos ligados às facções ao Departamento do Tesouro.
Violações dessas medidas podem render penalidades civis e criminais. A medida não altera a legislação brasileira. Segundo dados do Painel Nacional do Crime Organizado, do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), o número de processos envolvendo organizações criminosas e milícias quase dobrou no Brasil nos últimos cinco anos, saltando de 1,7 mil, em 2020, para 3,3 mil, em 2025, o equivalente a uma alta de 98%.

