OPINIÃO WS – A realidade do Ministério de Defesa com déficits em relação ao Mundo e a hora de mudar esse cenário

A sociedade civil brasileira dá muita pouca importância aos investimentos exercidos pelo Governo Federal mas, com base na realidade conjuntura do Mundo – onde EUA, China, Europa, etc lideram em armamentos, chegou a hora do Brasil acordar e investir na auto defesa de um país continental com várias fronteiras e o mar do Atlântico Sul.

Recentemente, o Governo Lula – sempre ameaçado pela ultra direita dos EUA e Israel, anunciou restrição totalizando R$ 4,4 bilhões congelados na pasta da Defesa, o que afeta diretamente investimentos em infraestrutura, compra de equipamentos e programas estratégicos das Forças Armadas.

Como repercussão Política, o Ministro da Defesa, José Múcio, alertou que a paralisação de recursos vai prejudicar o patrulhamento e o enfrentamento de tensões nas fronteiras brasileiras. O corte também tem gerado críticas de parlamentares da oposição sobre a manutenção da soberania nacional.

Repito: tudo isso sem levar em conta os países líderes em investimentos em armamentos.

No Brasil, é mais que isso.

Comparação geral (2026)

Indicador
Brasil
EUA
China
Europa (OTAN europeia)

Ranking militar Global Firepower
11º


Vários países entre os 10 primeiros

Orçamento de defesa
~US$ 26 bilhões
~US$ 954 bilhões
~US$ 303 bilhões
~US$ 559 bilhões (membros europeus da OTAN)

Militares ativos
~376 mil
~1,3 milhão
~2 milhões

Mais de 2 milhões somados

Aeronaves militares
~495
Mais de 13 mil
~3.500
Milhares
Navios militares
~69

Maior marinha projetável do mundo
Maior frota em número de navios
Grande capacidade combinada

Onde o Brasil fica atrás

Os EUA gastam cerca de 36 vezes mais que o Brasil em defesa. A China gasta aproximadamente 11 vezes mais. Mesmo a Europa, somando os países da OTAN, investe mais de 20 vezes o orçamento brasileiro.

Além disso:

O Brasil não possui porta-aviões.
Tem poucos caças de primeira linha comparado às grandes potências.
Possui limitada capacidade de projeção militar global.

Sua prioridade estratégica é defesa territorial, não operações mundiais.
Cenário para 2030

A tendência é:

EUA continuarem como maior potência militar do planeta.

China reduzir gradualmente a diferença para os EUA, especialmente no Pacífico.
Europa aumentar fortemente os gastos militares devido às tensões com a Rússia.
Brasil manter liderança militar na América do Sul e continuar modernizando forças com ritmo mais lento.

Resumo objetivo

EUA: superpotência militar global incontestável.

China: principal rival militar dos EUA.
Europa (OTAN): enorme poder militar combinado, especialmente em tecnologia e indústria.

Brasil: potência regional, líder sul-americana, com forças modernas em alguns setores, mas sem capacidade comparável às três grandes potências.

EM TEMPO

Chegou a hora das lideranças políticas a partir do próprio Governo Lula agirem com mais foco e investimentos na Defesa do que na direção do futuro.

É isso.

ÚLTIMA

“O olho que existe / é o que vê”

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Walter Santos

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