O Serviço Geológico do Brasil (SGB) atualizou o mapeamento das áreas de risco geológico em Picos (PI) e identificou 20 setores suscetíveis a inundações, erosões, deslizamentos de terra e queda de blocos rochosos. Dos locais analisados, 18 foram classificados como de alto risco e dois como de muito alto risco.
O número representa um aumento em relação ao levantamento realizado em 2019, quando haviam sido mapeadas sete áreas de risco, sendo seis de alto risco e uma de muito alto risco. O estudo servirá de base para ações de planejamento urbano, prevenção de desastres e orientação da população em áreas vulneráveis.
As áreas classificadas como áreas de muito alto risco incluem os bairros Aerolândia e entorno e Catavento. Já os setores enquadrados como alto risco estão distribuídos nos bairros Belo Norte, Boa Vista, Bomba, Canto da Várzea, Catavento, Centro, DNER, Emaús, Ipueiras, Junco, Morada do Sol, Passagem das Pedras, Quilombo, Trizidela, Umari, além dos loteamentos Macambira, Samira e Umbuzeiro.
Mais moradores expostos
A atualização também ampliou a estimativa de moradores expostos. As áreas de alto risco somam cerca de 2.701 domicílios e 8.720 pessoas. Já os setores de muito alto risco concentram aproximadamente 302 residências e 1.208 moradores.
O levantamento foi realizado entre janeiro e fevereiro deste ano e analisou características do relevo, drenagem e ocupação urbana. Segundo o SGB, os riscos identificados estão associados tanto às características naturais do terreno quanto à ocupação de áreas inadequadas para urbanização.
Nas áreas de encosta, fatores como retirada da vegetação, cortes no terreno e deficiência na drenagem aumentam o risco de deslizamentos e queda de blocos rochosos. Já as inundações e alagamentos ocorrem principalmente em áreas próximas a cursos d’água e locais com problemas no escoamento das águas da chuva.
Prevenção
Entre as recomendações do SGB para aumentar a segurança do município de Picos (PI) estão o fortalecimento da estrutura permanente da Defesa Civil municipal. O relatório também sugere estudos para melhoria do sistema de drenagem pluvial e de esgoto, além da instalação de sistemas de alerta para a população em áreas de risco.
O município também será contemplado pela parceria entre o SGB e o Ministério das Cidades para a elaboração de um Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), iniciativa que integra a expansão do mapeamento de áreas de risco em todo o país.
No Piauí, 48 municípios já foram mapeados pela Cartografia de Risco Geológico do SGB, totalizando 102 áreas de risco, sendo 12 delas de risco muito alto. São cerca de 28 mil domicílios nessas áreas, atingindo 48,8 mil pessoas. Picos é o terceiro município do estado em número de áreas de risco, atrás apenas de Teresina e Campo Maior.
*Com informações Imprensa SGB

