Recife abre caminho no Nordeste para novo modelo de hubs urbanos voltados ao bem-estar, saúde e autocuidado

O Recife deve ser a primeira capital do Nordeste a receber empreendimentos estruturados no conceito de hubs urbanos de bem-estar e autocuidado, modelo que reúne serviços de saúde, atividades físicas, gastronomia e conveniência em espaços comerciais integrados.

A proposta, já observada em grandes centros como São Paulo, começa a ganhar forma na capital pernambucana por meio de dois projetos da incorporadora Evipar Empreendimentos, nas zonas Sul e Norte da cidade.

Mais do que um novo formato comercial, o conceito reflete mudanças no comportamento de consumo, com maior demanda por praticidade, conveniência e serviços concentrados em um único local, especialmente em segmentos ligados à saúde e qualidade de vida.

Segundo Marcelo Vieira, diretor executivo da Evipar, a lógica do modelo difere dos centros comerciais tradicionais, nos quais as operações costumam funcionar de forma independente.

“No modelo tradicional, cada operação funciona de forma isolada. Aqui, pensamos o mix como um sistema conectado, onde um negócio impulsiona o outro. Isso gera uma experiência mais fluida para o cliente e mais resultado para os operadores”, afirma.

Um dos empreendimentos em desenvolvimento é o Jardins Life Center, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, integrado ao residencial Jardins Ângela Vieira, em parceria com a construtora Rio Ave. O projeto terá cerca de 4,4 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL), áreas de convivência e estacionamento. A previsão de entrega é para o primeiro semestre de 2026.

Na Zona Norte, o Jardins Life Club será implantado no bairro das Graças, com proposta mais compacta. O empreendimento contará com 3 mil metros quadrados de ABL e terá academia como operação âncora, além de serviços voltados ao cotidiano e ao segmento de bem-estar.

Para Vieira, embora com perfis distintos, os dois projetos seguem a mesma lógica de integração urbana.

“São projetos com escalas diferentes, mas que nascem da mesma lógica: criar espaços que façam sentido para a vida das pessoas. Cada um conversa com seu entorno, com seu público e com seu momento urbano”, diz.

A aposta acompanha o crescimento da chamada economia do bem-estar, segmento que vem influenciando desde hábitos de consumo até decisões de investimento no setor imobiliário. No Recife, a chegada desse conceito pode sinalizar uma nova tendência para o desenvolvimento de empreendimentos comerciais voltados à experiência, conveniência e serviços integrados.

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Luciana Leão

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