Nordeste registra renda média recorde, mas mantém menores salários do país

Apesar do Nordeste registrar rendimento médio mensal do trabalhador recorde no primeiro trimestre de 2026, a região ainda concentra os menores salários em comparação com outras partes do país. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, o rendimento médio dos trabalhadores atingiu R$ 2.616, o maior desde o início da série histórica em 2012. Mesmo assim, o valor ainda é menor do que a média nacional de R$ 3.722.

Três das cinco regiões atingiram recorde no primeiro trimestre: 

  • Centro-Oeste: R$ 4.379 (recorde)
  • Sul: R$ 4.193 (recorde)
  • Sudeste: R$ 4.125
  • Norte: R$ 2.849
  • Nordeste: R$ 2.616 (recorde)

Estados do Nordeste

Na região, o estado que mostrou melhor desempenho foi Sergipe, com rendimento médio de R$ 3.031, seguido por Rio Grande do Norte (R$ 2.953), Paraíba (R$ 2.806), Piauí (R$ 2.628), Ceará (R$ 2.597) e Bahia (R$ 2.483). Já o Maranhão, mesmo que tenha atingido o recorde estadual, registrou o pior rendimento entre as 16 unidades federativas, com R$ 2.240. 

O levantamento mostra que 15 estados e o Distrito Federal alcançaram os maiores rendimentos médios de toda a série histórica. O destaque nacional foi o Distrito Federal, com média de R$ 6.720, valor 81% acima da média do país e três vezes maior do que a do Maranhão.  

Confira as UF que alcançaram recorde de rendimento:

  • Distrito Federal: R$ 6.720
  • Santa Catarina: R$ 4.298
  • Paraná: R$ 4.180
  • Rio Grande do Sul: R$ 4.127
  • Goiás: R$ 3.878
  • Mato Grosso do Sul: R$ 3.768
  • Espírito Santo: R$ 3.708
  • Minas Gerais: R$ 3.448
  • Amapá: R$ 3.412
  • Sergipe: R$ 3.031
  • Rio Grande do Norte: R$ 2.953
  • Paraíba: R$ 2.806
  • Piauí: R$ 2.628
  • Ceará: R$ 2.597
  • Bahia: R$ 2.483
  • Maranhão: R$ 2.240

A pesquisa considera trabalhadores com 14 anos ou mais e inclui diferentes formas de ocupação, como emprego com carteira assinada, trabalho informal, temporário e por conta própria.

Desemprego por UF

Além da renda, a Pnad Contínua também apontou queda no desemprego. A taxa de desocupação do país ficou em 6,1% no primeiro trimestre, a menor já registrada para o período. 

Apesar disso, os maiores índices de desemprego do país continuam concentrados no Nordeste. Bahia, Alagoas e Pernambuco registraram taxa de desocupação de 9,2%, atrás apenas do Amapá, que liderou o ranking nacional com 10%. 

Também aparecem entre as maiores taxas do país o Piauí (8,9%), Sergipe (8,6%) e Rio Grande do Norte (7,6%). 

Taxas de desocupação por UFs no primeiro trimestre:

  • Amapá: 10%
  • Bahia: 9,2%
  • Alagoas: 9,2%
  • Pernambuco: 9,2%
  • Piauí: 8,9%
  • Sergipe: 8,6%
  • Amazonas: 8,3%
  • Acre: 8,2%
  • Rio Grande do Norte: 7,6%
  • Rio de Janeiro: 7,3%
  • Ceará: 7,3%
  • Distrito Federal: 7,1%
  • Paraíba: 7%
  • Pará: 7%
  • Maranhão: 6,9%
  • Brasil: 6,1%
  • São Paulo: 6%
  • Roraima: 5,7%
  • Tocantins: 5,6%
  • Goiás: 5,1%
  • Minas Gerais: 5%
  • Rio Grande do Sul: 4%
  • Mato Grosso do Sul: 3,8%
  • Rondônia: 3,7%
  • Paraná: 3,5%
  • Espírito Santo: 3,2%
  • Mato Grosso: 3,1%
  • Santa Catarina: 2,7%

Pelos critérios do IBGE, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga 30 dias antes da pesquisa. Os agentes do instituto visitaram 211 mil domicílios em todo o país.

 

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Ana Júlia Silva

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