Aporte do Banco Mundial ao FDNE avança e pode chegar a US$ 300 milhões

As negociações para o aporte de até US$ 300 milhões, cerca de R$ 1,5 bilhão, do Banco Mundial (BIRD) ao Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) avançaram nesta quarta-feira (22), com a visita de uma missão técnica à sede da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). A iniciativa integra um pacote mais amplo de financiamento discutido com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, que pode alcançar US$ 500 milhões destinados às superintendências regionais de desenvolvimento.

A expectativa é que as primeiras liberações ocorram ainda em 2026, reforçando a capacidade de investimento em projetos estruturantes na região.

“Estamos construindo uma parceria sólida com o Banco Mundial que amplia significativamente a capacidade de investimento da Sudene, por meio do FDNE, e abre caminho para projetos transformadores, com impacto direto na geração de empregos e no desenvolvimento sustentável do Nordeste”, afirmou o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre.

Durante a agenda institucional, técnicos da autarquia apresentaram o portfólio de projetos prioritários, com foco em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento regional, como infraestrutura, especialmente saneamento, transição energética, bioeconomia e conservação ambiental. A estratégia busca atrair investimentos capazes de ampliar a competitividade do Nordeste e fortalecer a base produtiva regional.

Segundo o diretor de Gestão de Fundos e Incentivos da Sudene, Wandemberg Almeida, a captação de recursos junto a organismos multilaterais representa um movimento relevante para fortalecer o principal instrumento de financiamento regional. “Estamos vivendo um momento importante para a nossa região, marcado por uma demanda crescente do setor produtivo. Apenas na Chamada Nordeste foram aprovados 189 projetos, com potencial de mobilizar cerca de R$ 113 bilhões em investimentos”, destacou.

A visita técnica também teve como objetivo alinhar aspectos operacionais e regulatórios da operação financeira, incluindo o modelo de alavancagem dos recursos e a definição do escopo final da cooperação internacional.

O FDNE é um dos principais instrumentos de financiamento da política regional e tem sido responsável por viabilizar empreendimentos de grande porte no Nordeste, como a Ferrovia Transnordestina e o polo automotivo da Stellantis instalado em Goiana, em Pernambuco. Com a entrada de novos recursos, a expectativa é ampliar o alcance do fundo e diversificar os setores atendidos.

Além do Banco Mundial, a Sudene mantém negociações com outras instituições multilaterais, como o New Development Bank (NDB) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), em uma estratégia integrada para fortalecer a base financeira dos fundos regionais.

A operacionalização dos recursos externos será realizada por meio do Tesouro Nacional, com posterior descentralização para o FDNE. O processo ainda depende de autorização do Senado Federal, etapa necessária para formalizar a captação internacional e viabilizar a execução dos projetos estruturantes previstos para o Nordeste.

 

*Com Ascom Sudene
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Luciana Leão

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