Quase 30% dos domicílios não têm acesso a saneamento adequado; Norte e Nordeste tem os piores índices

Cerca de 30% dos domicílios brasileiros não possuem acesso a esgotamento sanitário adequado, de acordo com  a PNAD Contínua, divulgada nesta sexta-feira (17), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A região Norte tem o maior indicador, com apenas 30,6% dos domicílios com acesso a boas condições de saneamento. Em seguida aparecem o Nordeste, com 52,4%; Centro-Oeste, 66,9%; Sul, 71,6%; e Sudeste chegando a 90,7%.

Contudo, no geral, a proporção de domicílios particulares permanentes com esgotamento sanitário por rede coletora aumentou de 68,1% para 71,4%, na comparação entre 2019 e 2025. 

Nas áreas urbanas o número é maior, 99,5% dos domicílios contam com um banheiro de uso exclusivo e em 79,3% o escoamento era feito por rede geral. Já em áreas rurais, a proporção era de 90,3% dos domicílios com banheiros exclusivos e em apenas 8,9% o escoamento do esgoto era feito pela rede geral. 

Abastecimento de água

Ainda de acordo com a pesquisa, mais de 93% dos imóveis urbanos têm acesso à rede geral de abastecimento de água, enquanto na área rural o percentual é de menos de 32%. O pesquisador do IBGE, William Araújo, apresenta possíveis razões para esse resultado.

“A região rural, por ser mais afastada, por ser mais dispersa, talvez isso encareça a implantação de uma rede geral de distribuição e a solução, muitas vezes para a zona rural, é buscar as fontes alternativas. Tanto que o poço profundo artesiano atende a 4,5% da zona urbana, enquanto que atende a 31,9% da zona rural”.

Tipos de domicílios

O estudo analisou também os tipos de domicílios no país. Mais de 82% eram casas e cerca de 17% apartamentos. Em relação às condições de pagamento, 60% das residências eram propriedade de algum morador e já pagas; 6,8% ainda estavam com pagamento pendente, 23,8% eram alugadas e 8,9% cedidas.

Quanto à autodeclaração racial de 2012 a 2025, a população que se declarava de cor ou raça branca registrou queda, enquanto os que se declararam de cor ou raça preta aumentaram, especialmente no Nordeste.

Curta e compartilhe:

Ana Júlia Silva

Leia mais →

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *