O Repense Reuse, projeto da Humana Brasil voltado à coleta e ao reaproveitamento de resíduos têxteis, encerrou 2025 com 829,376 toneladas recolhidas em todo o país.
No Nordeste, a iniciativa ampliou sua atuação ao longo do ano, com a expansão da rede de coleta para além das capitais e o fortalecimento de centros de triagem, com destaque para os resultados registrados na Bahia e em Pernambuco.
Além do aspecto ambiental, o projeto envolve atividades de logística, comércio e microempreendedorismo. Para a executiva de implementação do projeto, Claudia Andrade, a expansão territorial é parte da estratégia.
“Levar o Repense Reuse para diferentes estados é uma forma de descentralizar a sustentabilidade e mostrar que a mudança começa no cotidiano das pessoas, em qualquer cidade”, reforça.
Atuação na Bahia
Na Bahia, o Repense Reuse manteve, em 2025, uma das maiores operações do projeto no país. Ao longo do ano, a iniciativa contou com 291 pontos de coleta ativos, distribuídos entre Salvador e municípios do interior e da Região Metropolitana.
Salvador concentrou parte relevante da arrecadação, enquanto a expansão para cidades como Feira de Santana e Lauro de Freitas ampliou a cobertura territorial do projeto. A atuação nesses municípios aumentou o número de locais disponíveis para a coleta de roupas, calçados e acessórios têxteis.
A unidade fortaleceu, em 2025, a venda de peças no atacado para brechós e bazares da Grande Salvador, facilitando o acesso de microempreendedores a roupas e acessórios em bom estado, com preços acessíveis.
Durante todo o ano, foram recolhidas 546,865 toneladas de têxteis no estado, volume que coloca a Bahia entre os principais polos regionais de logística reversa têxtil.
Além do impacto ambiental, o projeto também gera retorno social direto. Parte dos recursos obtidos com a destinação dos têxteis arrecadados é direcionada a projetos esportivos e ações sociais, ampliando o alcance do Repense Reuse para além da sustentabilidade ambiental.
Pernambuco
Em Pernambuco, o Repense Reuse ampliou, em 2025, a rede de coleta e a estrutura de triagem. O projeto contou com 93 coletores instalados na Região Metropolitana do Recife, o que resultou no aumento do volume de têxteis arrecadados no período. Entre maio e dezembro, foram recolhidas 107,977 toneladas no estado.

Também foi estruturado um Centro de Triagem no Recife, responsável pela separação técnica das peças. Os itens em condições de uso são destinados à reutilização e à revenda, enquanto os materiais sem possibilidade de reaproveitamento seguem para outras formas de destinação.
O centro opera com trabalhadores contratados formalmente. Para 2026, está prevista a abertura de uma loja second hand da Humana Brasil no estado.
Sergipe
Em Aracaju (SE), o Repense Reuse mantém 65 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) destinados à coleta de têxteis pós-consumo, distribuídos pela cidade. Os materiais recolhidos são encaminhados para Lauro de Freitas (BA), onde passam por triagem e classificação. Após esse processo, os têxteis são destinados à reutilização, à reciclagem ou ao coprocessamento, de acordo com suas condições. Em 2025, foram recolhidas 77,532 toneladas de têxteis por meio do sistema no município.
Em Brasília (DF), o projeto opera com 75 pontos de arrecadação distribuídos pela cidade. No mesmo período, foram recolhidas 97,002 toneladas de resíduos têxteis.
Pós-consumo têxtil e impacto ambiental
O Repense Reuse atua na etapa de pós-consumo da cadeia têxtil, por meio da instalação de contêineres de coleta em centros comerciais, parques urbanos, ecoestações e áreas públicas. Os materiais arrecadados seguem para triagem e são destinados à reutilização, revenda ou transformação.
Segundo Claudia Andrade, a reutilização também reduz emissões associadas à produção de novas peças.
“Quando uma peça de roupa é reutilizada, evita-se não apenas o descarte de resíduos sólidos, mas também a emissão de CO₂ que seria gerada na produção de um novo item,” acrescenta a executiva.

