Presidente do IBGE detalha o significado geopolítico da vitória de Lula e defende soberania digital contra o monopólio das big techs
247 – A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um quarto mandato não representa apenas mais um marco na cronologia eleitoral brasileira: consolida o mais longevo ciclo democrático da história republicana nacional e coloca o país diante de encruzilhadas estruturais decisivas.
Em entrevista concedida ao jornalista Leonardo Attuch, editor da TV 247, o economista e presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Márcio Pochmann, traçou um panorama aprofundado sobre as forças geopolíticas, tecnológicas e demográficas que redefinem o Brasil e exigem uma refundação na maneira como o Estado pensa e executa suas políticas públicas.
Uma inflexão democrática de alcance internacional
Ao analisar o peso institucional do pleito, Pochmann destacou que a consolidação da liderança de Lula estabelece uma barreira concreta contra a onda conservadora e de extrema-direita que vinha ganhando fôlego internacionalmente nos últimos anos.
Para o economista, o resultado não deve ser reduzido ao triunfo de uma figura política ou de uma legenda partidária isolada. “A vitória de Lula consolida a democracia e abre um novo ciclo progressista”, disse ele.

