Bahia amplia produção mineral e reforça posição entre os maiores polos do País

Terceiro maior produtor mineral do Brasil, estado registra alta de 18% no valor da produção comercializada no primeiro semestre, que alcançou R$ 8 bilhões

 

A Bahia ampliou em 18% o valor de sua produção mineral comercializada no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado chegou a R$ 8 bilhões e reforça a posição do estado como o terceiro maior produtor mineral do País, em um cenário de crescente valorização dos recursos minerais no mercado internacional.

Em 2025, o setor mineral baiano faturou R$ 13,4 bilhões, após registrar expansão de 32% ao longo do ano. Os números são da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE).

A diversidade da atividade é um dos diferenciais do estado, que produz 47 bens minerais. A Bahia liderou nacionalmente, em 2025, a produção de cromita, barita, berílio, magnesita, níquel, talco, diatomita e quartzo. Ouro e cobre estão entre os principais produtos comercializados, respondendo, respectivamente, por 42,63% e 17,23% do total. Na sequência aparecem o níquel, com 10%, e as rochas ornamentais, com 5,73%.

O estado também reúne ocorrências de minerais estratégicos para diferentes cadeias industriais. É o único produtor nacional de urânio, salgema e mármore travertino, conhecido comercialmente como Bege Bahia.

Na produção de granitos azuis, destaca-se ainda no mercado internacional, enquanto o vanádio tem na Bahia sua referência produtiva nas Américas, segundo os dados divulgados pelo governo estadual.

Interesse por terras raras

O potencial geológico baiano também tem atraído interesse para a pesquisa de terras raras, grupo de elementos utilizado em tecnologias como veículos elétricos, equipamentos eletrônicos e sistemas de energia renovável.

Até 30 de junho deste ano, a SDE contabilizava 1.178 requerimentos de pesquisa relacionados a esses minerais no estado. Desse total, 1.097 haviam sido autorizados, 21 contavam com direito de lavra e um tinha concessão, conforme o levantamento estadual.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, João Carlos Oliveira, “o conhecimento geológico acumulado e a estrutura de pesquisa mineral contribuem para a expansão da atividade”.

A Bahia possui levantamentos aerogeofísicos em toda a sua superfície e mantém a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), empresa pública estadual voltada à pesquisa e ao fomento do setor.

A mineração está presente em 210 municípios baianos, com 489 empresas e cerca de 16 mil empregos diretos na indústria extrativa mineral.

Segundo estimativas citadas pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), cada emprego direto no setor pode gerar outros 11 indiretos. Consideradas a extração e a transformação mineral, a atividade representa aproximadamente 12% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia.

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Luciana Leão

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