Um incêndio que começou na noite da última segunda-feira (5), em um terreno da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), na Zona Norte de Teresina, já atingiu mais de oito hectares e destruiu plantas nativas estudadas há mais de 30 anos.
As chamas alcançaram um banco ativo de germoplasma que mantinha espécies como mangaba, bacuri e cajá. O banco conta com material genético de plantas, que são conservados para pesquisas, preservação e desenvolvimento de novas variedades de espécies. Com o incêndio, uma parte do material foi danificada.
Além das plantas, também foram encontradas animais mortos no terreno atingido. Entre eles, foi possível identificar pacas e camaleões, entre outros exemplares. Segundo a Embrapa, as espécies preservadas pela instituição, utilizadas em pesquisas, foram preservadas.
Durante o incêndio, houve uma ameaça a coleção de aves caipira nativas e cabras da Embrapa, mas os animais foram mantidos fora do alcance do fogo.
O acontecimento foi considerado o maior da história do instituto, que funciona desde 1975.
Combate ao incêndio
Na terça-feira (6), três carros de combate a incêndio do Corpo de Bombeiros foram mobilizados para participar da operação, além de caminhões-pipa do Exército. Nesta quarta-feira (7), com os novos focos, o trabalho de rescaldo e monitoramento continua.
O controle do fogo enfrentou dificuldades devido às condições meteorológicas. Na terça-feira (6), a capital piauiense registrou uma temperatura próxima de 44°C, enquanto a umidade relativa do ar chegou a 15%, fatores que favoreceram a propagação das chamas nas folhas secas.

