Ministra Esther Dweck defende soberania digital e revela repatriação de dados estratégicos para empresas públicas de TI

Ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos detalha como o Brasil avança no desenvolvimento de IAs próprias com código aberto e consolida uma estratégia soberana sem isolacionismo

247 – O Brasil caminha a passos largos para garantir o controle efetivo sobre seus dados estratégicos e infraestrutura digital na era da inteligência artificial. Em entrevista exclusiva concedida ao jornalista Leonardo Attuch, na TV 247, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, detalhou a virada de chave do governo Lula na defesa da soberania digital — conceito que ela define não como isolamento nacional, mas como autonomia decisória, capacidade tecnológica e garantia de que os dados nacionais estejam sob jurisdição brasileira.

Dweck explicou que, ao assumir a pasta em 2023, encontrou um cenário preocupante: licitações anteriores haviam colocado dados críticos do Estado e de universidades federais em nuvens públicas estrangeiras, sujeitas a sanções e decisões unilaterais de outras nações. A partir daí, o ministério implementou uma política decisiva de repatriação.

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Para reverter essa vulnerabilidade sem abrir mão dos serviços de nuvem de ponta, o governo adotou uma estratégia pragmática: exigiu que os equipamentos físicos (CPUs e servidores) fossem instalados fisicamente dentro dos data centers das empresas públicas de TI — o Serpro e a Dataprev.

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Walter Santos

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