Relatório teve sigilo levantado por Moraes; ex-governador nega
FELIPE PONTES – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL
A Polícia Federal (PF) apontou em relatório que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro obteve diversas vantagens indevidas em troca da atuação de órgãos estaduais em favor da refinaria Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos. O ex-chefe do Executivo fluminense nega as acusações.
As informações constam em relatório da segunda fase da Operação Sem Refino, cujo sigilo foi levantado na quinta-feira (3) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o relatório, entre as vantagens indevidamente recebidas estão:
R$ 10,5 mil em caviar;
pagamento do aluguel da residência de Castro na Barra da Tijuca, bairro da capital fluminense;
usufruto de uma mansão em Petrópolis, na região serrana do Rio, onde teria sido construída, sob encomenda do ex-governador, uma adega avaliada em R$ 245 mil.
O documento serviu como base para Moraes deferir 16 mandados de busca e apreensão pedidos pela PF para aprofundar as investigações.

